Publicado por: miwi | setembro 5, 2007

Software livre, e daí?

Há alguns anos, tive uma experiência não muito agradável com Linux, enquanto ainda cursava curso técnico. O Linux já não era uma experiência agradável há alguns anos; lembro-me de tê-lo considerado tão intuitivo quanto aprender cálculo com um livro escrito em russo, mas não era apenas isso: por problemas técnicos, tivemos nossas aulas de linux com um linux… EM MODO TEXTO.

Foi traumático, para dizer o mínimo. Foi como ser obrigada a usar o DOS depois de estar acostumada à interface gráfica do Windows. Se o professor queria que nós nos simpatizássemos pela ideologia do software livre, o tiro saiu pela culatra: eu não tinha a mínima intenção de mudar de OS por causa de uma boa causa, não quando a outra OS era essa… coisa nem um pouco amigável.

Os anos foram passando, o linux foi fazendo seus avanços em direção a uma interface mais amigável. E eu continuei me recusando a dar uma nova chance a ele. Sabe, traumas são difíceis de serem superados. E ver outros programas livres que eu usava no próprio Windows não me aniva muito: eles geralmente eram bons, mas continuavam com o sério problema de não serem nem um pouco intuitivos. Ou seja, eu não tinha lá muitas razões para acreditar que o pessoal do software livre tivesse frequentado suas aulas de “Doing user-friendly, intuitive programs 101” como deveria.

Até esse ano, ao começar meu treinamento no laboratório S2i, na UFSC. Como quase todos os laboratórios da área tecnológica da UFSC (e possivelmente como quase todos os laboratórios de toda a UFSC, mas eu não os conheço, então eu não poderia afirmar), os responsáveis pelo grupo são fãs incondicionais do pingüim, da cobra python e seus outros amigos. Falaram muito sobre o Ubuntu, sobre como era melhor desenvolver em um ambiente unix…

Mas, e daí? Eu já estava habituada ao Windows e não sentia muita vontade de trocar de OS por causa de uma ideologia.

E continuaram os comentários, sobre a estabilidade, a segurança… mas eu não sentia muita falta disso, meu Windows que me acompanha há alguns anos já tinha suas medidas de segurança, mesmo que não 100% eficientes. Ele era meu velho companheiro de guerra, estava comigo quando eu demorava minutos inteiros para renderizar alguns segundos de vídeo no Adobe Premiere Pro, quando eu comecei a fazer meu próprio RPG no RPG maker, quando eu escrevi histórias, tantas histórias – algumas que conheceram a internet, outras que não. Quando eu joguei alguns jogos antigos, quando eu fiz minhas pesquisas de escola…! Como eu poderia simplesmente abandoná-lo?!

Aí, vieram os efeitos visuais do Ubuntu. Você mexia na janela, ela se balançava toda. Você podia alternar entre workspaces como se estivesse girando um cubo.

UAU.

Windows, mamãe te ama, mas você vai ganhar um irmãozinho, comporte-se…

Resolvi instalar o Ubuntu com a ajuda do Wubi, um prático instalador de linux a partir do próprio Windows e que, ao invés de usar uma partição própria, usava como memória uma área reservada numa partição windows qualquer. Se mais tarde eu não o quisesse mais, bastava ir no Adicionar/Remover programas do próprio Windows e tirar o Wubi de lá.Prático, fácil e intuitivo. Parece que não foi toda a escola de software livre que faltou às aulas acima citadas…

Instalação OK… reiniciando o sistema… escolhendo Ubuntu…

BUG.

Reiniciando o sistema, escolhendo o Ubuntu…

BUG.

Reiniciando o sistema, escolhendo o Ubuntu…

Ih, travou.

Bom, o jeito é ir pelo Windows e tentar descobrir o que deu errado, talvez não tenha sido uma boa idéia usar o Wubi…

Reiniciando o sistema, escolhendo Windows, digitando usuário e senha…

Máquina reiniciando sozinha.

Nova tentativa, novamente a máquina reinicia sozinha.

Xii, ferrou.

Por sorte, eu já conhecia esse problema de outros invernos – era o meu pente de memória que parecia ter vontade própria e havia resolvido não funcionar. De novo. Abre-se o gabinete, tira-se o pente, troca-o de lugar… e…

Problema resolvido! As suas OS passaram a funcionar perfeitamente (ou quase… não consigo utilizar o scanner e o microfone no Ubuntu, o Internet Explorer tem travado mais do que o usual nos últimos tempos…)!

Windows mau, estava querendo sabotar meus planos exercendo sua vontade maligna controlando meu pente de memória… acho que não duvido mais que o Bill Gates tenha feito o tal pacto com o diabo…

Ou seja, para quem ainda não usava o linux por conta de sua interface nada amigável… usar o wubi+ubuntu pode ser uma excelente pedida! Aliás, hoje existem até patches para tornar o Gimp mais parecido com o Photoshop, por exemplo… Só torça para o seu windows não se revoltar com a decisão…

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Responses

  1. Abre-se o gabinete, tira-se o pente, troca-o de lugar… e…

    Problema resolvido
    hauhauhhaua
    é é…facinho né…quem foi q fez mesmo?
    meia hora para encaixar a placa de ram no ultimo slot com 50000000 fios na frente…
    HAUHUAHHAUHAUHAUHUAHUHUHAUA
    da proxima vez se faz sozinha entao
    bleeeeehhhhh
    agora…
    Q BOM Q VC TA GOSTANDO DO LINUX
    apesar de eu nao gostar dele ainda
    talvez um dia vc aprenda a fazer seu prorpio os com sua propria interface
    XDDDDDDDDDD
    aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
    saudades da minha linda
    te AMOOOOOOOOOO
    :*:

  2. XDDDDD oh, estou aproveitando meus minutos de sobra pra comentar. Me diz uma coisa, essa viadagem de ubuntu (ainda precisam ensinar os fãs de linux que não se da nome indigena pra software xD), precisa de quanto de ram? Pq vale lembrar que meu pc é porko, ruim, velho, lento, e sem espaço livre em hd xD
    enfim, continuo com o meu windows ME xD que dizem q é o pior windows já inventando, mas é o unico que funfa numa boa naquela coisa q eu chamo de pc xD


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