Publicado por: miwi | outubro 31, 2007

Matéria da EGM – Quality Crap [ para você também, EGM ]

Essa notícia já tem algum tempo, muitos de vocês provavelmente já a viram em algum lugar. Esses dias foi comentado por um amigo que essa notícia era boa e explicava algumas coisas… retruquei na hora: “Se essa é a matéria que eu estou pensando, ela é um lixo”. E fiz um tópico na mesma comunidade do orkut para explicar porque a matéria é um lixo.

Vou colocar o texto aqui também, já que eu até que gostei do resultado. Não é tanto uma discussão sobre a Nintendo quanto é um texto sobre uma matéria mal escrita, tendenciosa e que não deveria ser levada a sério – tal qual uma parte razoável do jornalismo brasileiro, infelizmente. (Veja, anyone?).

A matéria:

http://img.photobucket.com/albums/v673/digitalmorphine/egm/egm32.jpg
http://img.photobucket.com/albums/v673/digitalmorphine/egm/egm33.jpg
http://img.photobucket.com/albums/v673/digitalmorphine/egm/egm34.jpg

(esse tópico no orkut possui uma tradução livre da matéria, para quem não entende muito de inglês.)



A crítica, “parágrafo”(tópico) a “parágrafo”:

Primeiro “parágrafo”:

EGM diz: O primeiro paragrafo é essencialmente sobre como a Nintendo está deixando lançarem jogos “ultra casuais” e como as publishers estão lançando mais lixo do que jogos bons para os consoles da Nintendo.

Cindy diz: OK, primeiro paragráfo EXTREMAMENTE… hmmm, é uma falácia, mas eu não lembro qual. É manipulativo – trata os jogadores “hardcore” (que seriam aqueles que compram a revista) como “vítimas” da decisão da Nintendo de dar atenção aos jogadores casuais.

Existe mais lixo do que jogos bons para os consoles da Nintendo? Bom, não é muito difícil de acreditar nisso, certo? Mas, me dê o nome de UM console cujo número de jogos bons era superior ao número de jogos ruins. Se existiu algo assim, provavelmente era um console com poucos jogos e cujo fabricante restringia muito a liberdade das produtoras de desenvolverem jogos para ele.

O PS2 tem mais jogos ruins do que bons, mas ele tem TANTOS jogos que você não precisa nem olhar na direção dos ruins – os bons já são suficientes para centenas, milhares de horas de jogatina.

Mas é claro que a EGM não ia falar mal do “queridinho” dos hardcore, né? 😉

A Nintendo, pela primeira vez em muitos anos, está dando mais atenção às thirdies – justamente para ter em seus consoles algumas das gemas preciosas feitas por thirdies. Tal decisão tem a óbvia conseqüência de também aumentar a qualidade de lixos para o console.

Mas, enfim, vamos ao próximo parágrafo.
Segundo “parágrafo”:

EGM diz: Antigamente, na época do NES, havia um “selo da qualidade” da Nintendo em seus jogos. Em 2003, tal selo foi abolido. A EGM atribui à “falta de zelo” pela qualidade dos jogos que a Nintendo passou a ter por seus jogos após a “morte” do NES.

Cindy diz: Eles estão de gozação, né? Depois que essa matéria saiu, eu li muitas opiniões a respeito dela, mas o mais importante que eu li fala justamente sobre esse “selo”. A EGM pode ter faltado às suas aulas de história, mas muitas pessoas que leram essa matéria, não. Esse selo surgiu logo após certos “traumas” com jogos de Atari: jogos que tinham bugs – e não “pequenos” bugs”, mas jogos sem fim, que travavam sem razão aparente, etc. Devia ser uma sensação terrível comprar um jogo para depois descobrir que você simplesmente não poderia zerá-lo. Esse “selo de qualidade” atesta a qualidade DESSE aspecto do jogo: jogos com esse selo tem fim, foram finalizados e não contém bugs tão críticos.
Muitos anos depois, quando fazer jogos se tornou algo tão profissional e que movimenta tanto dinheiro, tal selo obviamente perdeu sua razão de ser. Ela pode ter retirado o “qualidade” do selo justamente por isso – por causa da confusão que a palavra poderia tirar.

Você acha que eu estou falando abobrinhas baseadas no que outras pessoas? Eu costumo dar mais atenção ao que faz sentido, você não? Oras, DUVIDO que todos os jogos do NES fossem “jogos de qualidade”, e nem por isso deixaram de ter seu selinho. Aliás, que sentido faz criar um selo para algo subjetivo como a “qualidade” que citaram no texto? Como a Nintendo poderia “ditar” qual jogo tem qualidade e qual não tem? Hmmm… estranho, não? Novamente, tendenciosa.

E a Wikipédia concorda comigo sobre o selo de qualidade, e quase todos os gamers que eu já falarem a respeito.

Terceiro “Parágrafo”:

EGM diz: Fala sobre o processo de “aprovar games” que a Sony e a Microsoft tem e que a Nintendo aparentemente não – ou seja, a Nintendo simplesmente não evita que “lixos” sejam lançados para seus consoles.

Cindy diz: Olha, se a Sony tem isso e a Nintendo não, bem… * olha jogos do ps2 * * olha jogos de GC * * olha jogos de PSX * * olha jogos de N64 *… olha, melhor não tem o departamento do que ter um bando de incompetentes no trabalho 😉 Esse parágrafo é um dos únicos realmente interessantes – ao menos fala com alguém da indústria, e fala algumas coisas interessantes.

Mas tem muita “palavra bonitinha” por parte do cara do departamento de qualidade da Sony. Oh, eles fazem tanto trabalho para os jogadores não terem sensação de que tiveram seu dinheiro jogado no lixo ao comprarem um jogo… o engraçado é que a própria matéria cita um exemplo do PS3 que é “lixo puro”.
E:
Jogos de PS2 com nota entr 1.0 e 1.9
Jogos de PS2 com nota entre 2.0 e 2.9
Jogos de PS2 com nota entre 3.0 e 3.9
Jogos de Ps2 com nota entre 4.0 e 4.9
Só jogão, ein? 😉
É claro que as seções de notas 6 e 7 e 8 ocupam a maior parte dos jogos, mas é bom lembrar dos jogos que são tão, er, ruins, que provavelmente não chegaram a aparecer no ign…

Não que isso tenha muita importância nesse caso, mas é bom lembrar que nem só de jogos bons viveu o ps2, e nem por isso ele deixou de ter a maioria dos jogos “must have” da geração passada 😉

Mas fico por aqui. Esse parágrafo foi um dos poucos “aceitáveis”, apesar de seus defeitos – acho que o único que se salva na matéria.
Quarto “Parágrafo”:

EGM diz: A Nintendo deixa esse monte de lixo pq ela acha que “casual” compra qualquer merda e quer só os dinheiros dos royalties mesmo.

Cindy diz: Que “casual” tende a comprar jogos menos “Interessantes” do que os hardcore, não é nenhuma surpresa. Mas os títulos favoritos dos casuais parecem ser jogos como WiiSports, BrainAge, Wario Ware: Smooth Moves e Carnival Games (esse último incluso na lista pq já o vi algumas vezes na lista de mais vendidos do Amazon). Perceberam que três dos quatro são jogos da própria Nintendo? Aliás, quem lembra daquela notícia das produtoras que reclamavam que apenas a Nintendo parecia ter lucros espantosos com o Wii? Oras, não era uma produtora como a Capcom que estava reclamando (que vendeu/vai vender mais de um milhão de cópias de um jogo que é um PORT de um jogo que já passou pelo GC e pelo PS2, ou seja, que todo mundo e suas mães já jogaram!) – possivelmente produtoras que lançaram “lixos” que encheram fãs do Wii de desgosto, não venderam porra nenhuma e ainda reclamaram da Nintendo por conta disso.

Casuais” tem um gosto diferente e valorizam pontos completamente diferentes do que “Hardcore”, mas isso não quer dizer que eles aceitem “qualquer merda”. Só porque nós achamos jogos repletos de mini games e não muito complexos “lixo”, isso não significa que eles não sirvam ao seu propósito.

No final do parágrafo há uma menção de como se espera que a Nintendo comece a ter mais controle sobre jogos lançados pelas thirdies agora que a “incerteza Wii” não é mais um medo tão grande.

Aliás, até a geração passada a Nintendo era conhecida por literalmente mandar a maioria das “thirdies” catarem coquinho.
O que um ano não faz, ein? 😉 Ademais, é MUITO mais fácil desenvolver para DS e para Wii do que para os outros consoles (PSP, PS2 [esse ainda pode gerar dúvidas, mas eu me lembro de muitos reclamando da dificuldade em programar para o ps2, sooo… salvo as ressalvas de época, programar para o Wii está sendo muito mais fácil do que foi programar para o PS2], PS3 e XBOX 360) e os consoles da Nintendo estão vendendo muito bem. O que isso atrai? Produtoras sedentas por dinheiro fácil, obviamente. Mas abrir as portas para esses “parasitas” também significou voltar a abrir as portas para a Square Enix, significou atrair a Gamerock (Dementium: The Ward, Mushroom Men), e outras tantas produtoras que estão lançando bons jogos para Wii/DS.

Último “Parágrafo”:
EGM diz: Fecha a reportagem de maneira quase “conciliatória”: a quantidade de lixo é sinal de um sistema “saudável”, os jogos da Nintendo provavelmente serão os melhores lançados para seus consoles ainda por um bom tempo, e sempre é possível encontrar “gemas” entre tantos lixos lançados.

Cindy diz: Nada de espetacular aqui – que os jogos da Nintendo costumam estar entre os melhores de seus consoles não é surpresa para ninguém – a Nintendo é uma desenvolvedora sólida e com muitos anos de mercado. Os jogos próprias da Sony e da Microsoft também costumam ser de excelente qualidade, mas, como não são lançados tão frequentemente quanto os jogos “by Nintendo” e suas firsts, há mais espaço para as thirdies nesses consoles. E é justamente isso que a Nintendo quer mudar – dar mais espaço para bons jogos das thirdies e, consequentemente, mais boas opções para os consumidores.

Moral da história: o que não era tendecioso nessa reportagem, era óbvio. Não estão falando contra o fato de que há muito lixo para Wii/DS, estão apenas expondo porque acho essa uma matéria fraquíssima a respeito do assunto 😉

Anúncios

Responses

  1. XD bla e eu não li tudo de novo. Até porque não precisa ler muito. A matéria é da EGM, a EGM é da conrad não? Aquele povinho da herói que SÓ sabe falar merda.

    \o\ por isso eu digo, minha gente, OLHEM as EDITORAS das quais vocês lêem.

  2. UAHUHAHAUHUAHUHA
    concordo com a lahy
    e soh pra completar
    eu vi berserker 25 ou 26 nas bancas…
    nao era o q vc queria paty??
    mor mor
    vc escreve materias melhor todo o brasil
    vamos abrir uma editora dalfoviana???
    te AMOOOOOOO

  3. EGM tendenciosa? NAÃÃÃÃO.
    Será que mandaram pra eles um kit “brinde” de sei lá quantos dólares também? XD

  4. Here comes a new challenger!

    http://www.stationsquare.wordpress.com

  5. Calaboca, youta. Nem deve ter lido a EGM pra dizer xD
    Eu acho uma otima revista, e achei uma boa materia, apesar de ter achado a linguagem inadequada. Se fosse reescrita por alguem mais sensato ela seria de uma qualidade muito maior. E seria razoavel. Concordo que tem muita merda por ai. Ja escrevi sobre isso sem nem ter visto essa materia, e fiquei puto. Mas um tempo depois eu parei e pensei “mas perae… a Nintendo ta dando a chance de inserir varias softhouses no mercado.. nao tinha visto por esse angulo”. Claro que tudo isso pode ser mero oportunismo da Big N, mas a acao eh valida. O complicado eh que tem gente que apela, e acaba criando essas porcarias como ports de jogos em flash. JOGOS EM FLASH! E por 50 dolares, o que eh um absurdo. Eu perdi um pouco o tesao pelo Wii de uns tempos pra ca por conta disso, mas gracas a deus irao sair jogos decentes e que me empolgarao novamente. Soh neste fim de ano tenho uns 4 pra comprar, incluindo Mario e Zack and Wiki. Esses sim sao bons e merecem destaque nas revistas e sites. O resto que va a falencia se continuar fazendo lixo.

  6. Até onde eu sei, o lance do pessoal de thirdies mencionar que só a nintendo fatura com Wii e talvez até o DS, é que a pirataria neles está tão descarada que ninguém está realmente afim de comprar briga perdida.
    A nintendo não tem muita escolha, fez o console, cria jogo decente e vende ele (mesmo que com fins piratas) bem pra caramba.
    80% do público que tem DS usa R4, segundo uma pesquisa realizada nos EUA. Wii deve estar por essas também.
    Eu tenho um PSP, estou sofrendo todos os efeitos que a pirataria desregrada pode causar também… tá difícil sair um jogo que preste! \o/

    Quanto ao assunto qualidade, todo videogame tem suas tranqueiras, mas perae, isso é ponto de vista! O que é lixo para você, pode não ser lixo pra mim e por aí vai. Existem sim os casos que num geral o jogo num presta, mas e ae? todo console tem. Sony manja dessas bem pra caramba. Nintendo tem seus momentos “mahjong do filho do satã imendando hadouken no quinto dos infernos cooking com o pai” também, mas ainda tem jogo bom.
    Qual é gente… se videogame tivesse só jogo bom, ia ser um saco… você teria que ser o extremo do seletivo para jogar 1 coisa só e ir até o final, se não ia ficar jogando parada em paralelo e nunca terminar nada por falta de TEMPO.

    Não gostei da reportagem. Diga-se de passagem que EGM é zuada, mas não tem o que discutir de opinião, ela pode estar o extremo do errado quanto a fatos de alguma coisa, mas infelizmente, opinião (mesmo que baseada em algo errado).
    Wii casual? Não sei, só joguei uns 3 que me interessam e infelizmente admito que 2 deles ao menos fizeram algo que eu não esperava… 1 – não usar o Wiimote (sim, os jogos top do Wii não precisam o wiimote, AMÉM, detesto jogar como menina que nunca jogou videogame na vida), 2 – só era legal jogar de galera, sozinho só rendia 40 minutos ou até 1 hora de jogo sem “aff chapou já…”.
    Não sou sonista, menos ainda nintendista, sou fã de coisa que presta e pra mim a época de jogo top era a do Sega Genesis VS Super Nintendo. Tanto que o resto do mundo vive ressucitando um clássico das antigas ae né… fazer o quê.


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Categorias

%d blogueiros gostam disto: