Publicado por: miwi | janeiro 29, 2008

Hipocrisia Cultural – ou, a Vingança dos Indies

Quando eu era menor, eu me lembro de olhar abismada ao meu redor quando os professores faziam uma pergunta e ninguém respondia. Eram, em sua maioria, perguntas bastante óbvias, o que, para mim, excluía a opção delas não estarem respondendo por não saberem. Era vergonha? Por quê? Lembro-me que me sentia tão constrangida pelo fato de não entender o silêncio alheio que acabava optando, também, pelo silêncio.

 Hoje, algo parecido ocorre quando vejo certos argumentos sendo utilizados à exaustão em certas discussões – certos argumentos que são tão pífios e fracos que eu sou obrigada a me perguntar se quem os utiliza tem noção de sua fraqueza. Um, em especial, me fez sentir vontade de blogar a respeito.

É um argumento que eu já havia ouvido certas vezes por outros defensores da pirataria “nesse nosso país, oh, tão malvado”, mas, ao vê-lo ganhar as páginas da egmZine, eu confesso que me senti meio preocupada. Sim, eu sei que o artigo não é uma simples apologia à pirataria e que propõe mudanças baseadas na lei, mas a questão é que, a partir do momento que você usa o direito de acesso a cultura como desculpa para a pirataria, você dá abertura a todo tipo de discussão a respeito do assunto baseada, na maioria das vezes, em argumentos com a profundidade de uma colher de chá.

Não vou nem entrar na questão de que a pirataria é errada e um direito seu não justifica que você deixe de cumprir um de seus deveres – e que os deveres vem, sim, antes dos direitos. A questão que eu gostaria de discutir não é sequer a pirataria por si só – isso é responsabilidadede cada um, você deve fazer o que considera correto, até porque, o problema com o uso da pirataria, ao menos aqui no Brasil, é mais moral do que legal, já que a fiscalização sobre isso é praticamente inexistente.

O meu problema com esse argumento é que ele diz “não tenho dinheiro para comprar original (argumento que eu acho impressionante para alguém que conseguiu comprar um aparelho de mais de 1000 reais… nunca sobra um dinheiro para comprar um jogo original, não?), mas como tenho direito à cultura, isso me dá o direito de usar pirata, já que jogos também são cultura”.

Houve um tempo no qual fazer jogos era um negócio complicado, que precisava de um trabalho tremendo para fazer um joguinho no qual um monte de pixels verdes tentava atravessar a tela e, caso colidisse com outros pixels coloridos que se moviam, morria. Esse tempo é passado. Ouso dizer que um designer independente hoje em dia tem muito mais facilidade para montar seus jogos do que aquele que é melhor na parte de programação, simplesmente porque as ferramentas que permitem a pessoas independentes fazerem seus próprios jogos evoluíram – e muito – na parte de “importe-se menos com o código e mais com o jogo”. Você quer fazer um RPG no melhor estilo da era 16-bits? RPG Maker irá lhe dar diversas ferramentas, permitindo desde jogos simples com os recursos providos pelo próprio programa, sem mexer em uma única linha de código, até RPGs altamente personalizados, com seus próprios desenhos e seus próprios sistemas escritos na linguagem própria do programa. Quer fazer seu próprio adventure point-and-click? Há o AGS (Adventure Game Studio), que lhe permite fazer intricados jogos com uma programação bastante simples, no melhor estilo dos antigos adventures da LucasArts ou, se você quiser, algo com uma aparência mais moderna em 32-bits. Há até mesmo engines para o AGS que lhe permitem fazer um adventure com aparência 3D! Quer fazer um jogo de luta? O Mugen pode lhe ajudar.

Se você tiver mais paciência e quiser fazer um tipo de jogo diferente, existem engines e bibliotecas que poderão lhe ajudar com as partes mais “braçais”, engines físicas, gráficas e de som, que poderão lhe ajudar a se preocupar menos com “o que acontece quando bolaX colide com bolaY” e mais com como isso afeta seu jogo. SDL é um excelente exemplo de biblioteca gráfica e sonora, muito utilizada entre desenvolvedores independentes. ODE é uma engine física que, além de gratuita, é open source.

Existem também frameworks, como o XNA (que lhe permite, inclusive, desenvolver para o XBOX 360) e o próprio Flash (no qual são desenvolvidos a maioria dos jogos online que você vê por aí, e no qual você também pode desenvolver jogos para serem jogados com o Wiimote na sua TV, através do Internet Channel)(tenho a impressão de alguém pode vir reclamar que Flash não é um framework, mas, e daí ;p Esse não é o ponto, vocês entenderam que o Flash e o  XNA são ferramentas “integradoras” e que acabam por facilitar, e muito, o desenvolvimento de um jogo).

Mas por que todos esses parágrafos sobre ferramentas de desenvolvimento de jogos, você pode perguntar. Bom, a questão é que essas ferramentas são, obviamente, utilizadas por desenvolvedores. Que fazem – PASMEM! – jogos. E na maioria das vezes  – PASMEM! – gratuitos. São milhares de jogos… talvez até alguns milhões de jogos gratuitos por aí, desenvolvidos por pessoas independentes. E pelo menos algumas centenas deles são realmente… bons.

crayon_physics.jpg
Crayon Physics – é simples, inteligentem criativo… e viciante.

Portal, um dos jogos mais aclamados do ano passado, foi baseado em Narbacular Drop – tendo sido feito, inclusive, pelo mesmo time, mas ao fazer Portal, imagino, o orçamento e a ajuda eram um pouquinho maiores 😉 No próprio site do AGS há inúmeros adventures point-and-click, do jeitão retrô que quase não se vê mais por aí, no NewsGrounds há vários jogos em Flash, no Experimental GamePlay Project há inúmeros jogos alternativos, experimentais (yeah, o nome do site não lhe diria isso, não é mesmo?), feitos em pouquissimo tempo e que buscam outras maneiras de se olhar o mundo dos games. Aliás, um dos grandes ganhadores do ano passado do IGF foi um jogo surgido nesse site, o Crayon Physics. Se você ainda quer mais, há inúmeros blogs a respeito, dentre os quais eu gosto bastante do IndyGamer e de um outro que eu perdi o link, com várias indicações e comentários sobre jogos indies, e também o excelente site GameTunnel, que possui uma lista realmente imensa de jogos, muitos deles com reviews e screenshots. Se você está achando que só há sites internacionais, se engana. Embora o desenvolvimento de jogos seja bem menor em terras tupiniquins, sendo geralmente restrita ao desenvolvimento de jogos para celular, há também jogos indie por aqui, como o promissor “A verdade das Sombras“, que também se trata de uma crítica ao mundo dos jogos baseada no mito da caverna de Platão. Há até mesmo um site brasileiro tratando os jogos como forma de cultura, o Gamecultura.

narbacular.jpg 
Narbacular – a semelhança com Portal não é mera coincidência

E, agora sim, por que eu falei tudo isso sobre jogos para contestar aquele argumento lááááá em cima desse artigo? Porque, caros, eu queria apenas demonstrar que o maior inimigo da cultura não é o dinheiro, mas a própria mentalidade das pessoas -a cultura que as faz pensar “o que é pago é melhor”, “o que é bom é aquilo que tá todo mundo falando”. Crayon Physics e Aquaria são dois excelentes jogos e diferentes da grande maioria dos jogos por aí, e são indies – embora Aquaria seja pago, mas ele tem demo e seu preço é bem mais acessível do que a dos jogos das grandes desenvolvedoras. Em termos de cultura, são experiência bem mais completas do que mais-um-jogo-de-tiro-vendido-a-100-reais (no caso de pcs). Aliás, isso é mais uma tendência do que uma regra – como as grandes desenvolvedores dificilmente tendam mudanças muito radicais por medo da reação do mercado, indies tem muito mais liberdade para fazerem os jogos do jeito que desejam, mesmo que seja algo diferente e que talvez ninguém goste de jogar.

aquaria.jpg
Aquaria – Um belo exemplo de jogo indie bonito, diferente e muito bem feito.

Não enxergar isso seria o que? Cultura pobre? Falta de “pensar fora da caixa”? Eu, sinceramente, não tenho certeza. Mas que dá vontade de jogar os campeões do IGF na cara de quem diz que é preciso piratear para conseguir jogar bons jogos, isso dá. E olha que estou só falando de jogos recentes, nem comentei sobre os jogos que tem alguns anos e são vendidos, a 10, 20 reais em revistas, ou os joguinhos que são tão antigos que se tornaram freeware.

Ah, os indies não são tão bonitinhos? Há alguns lindos – embora os mais belos sejam em 2D, já que é difícil fazer um jogo 3D sem gastar milhões e que fique tão bom quanto Bioshock. E, se não são tão belos, muitos possuem gameplay e história superiores a muitos dos jogos comerciais e mainstream.

Mas parece ser uma tendência humana priorizar as aparências sobre o resto, não é mesmo?

Uma pena.

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Responses

  1. Minha genia linda q sabe de tudo, xDDDDD
    e esta sempre certa, como vc consegue, nhaaaaaaa
    eu joguei Crayon Physics e é beeeeeem legal
    agora quero jogar o joguinho dos blocos explosivos q minha namorada achou e eu tbm gostei
    aquele joguinho tbm é viciante, xDDDDD
    e rpg maker é lindo, pena q eu nao tenho paciencia para cirar meu proprio rpg em 2d (ou como os antigos noobs que nao entendem nada de imagem diziam, 1d HUAHUAHUHAUHAHUHAHUAHUA)
    MOR MOR, FAZ UM JOGO EM 1D PRA MIM???
    ai ai…*cobo se matando de rir*, é eu sei, eu acho isso engraçado mas nao tem graça nenhuma…
    e eu quero jogar os outros jogos q minha mor mor linda falou
    e pirataria é crime porra…todos nos aceitamos viver em um sistema nao igualitario, no qual quem nao tem dinheiro para comprar nao deve comprar, e infelizmente o país q nos vivemos é assim…o dinheiro não só no brasil, como no mundo todo é sinal de poder, graças a cultura consumista existente no planeta, e digo no mundo todo pq cuba e china tbm usufruem do capitalismo, e coreia do norte e todos os países, com ditadores ou nao, socialistas ou nao…dai de repente o mundo resolve guardar dinheiro, podendo quebrar e dar um colapso financeiro, pq precisamos de capital investido e em movimento para funcionar)
    e é isso mor mor…te amo muito muito muito e maaaais

  2. e os jogos indies…digamos, nao conheço muito a respeito, mas a iniciativa é boa e os jogos pelo visto tbm, gostei de saber q tem muita gente criando jogos legais, bonitos e bem feitos xD
    e em flash ja existem milhoes, e isso ja é outra coisa contra a cultura dos jogos, se quer jogar, jogue jogos gratuitos, xDDDDDDDDD
    e ta mais q provado q o maior inimigo da cultura é a mentalidade, se não, nao estariamos no big brother 8, puta merda, aquilo é 2000 litros de diarreia jogada constantemente no ventilador de um tubo de ventilação de um predio de 90 andares, sendo este o ventilador do ultimo andar, HUAHUHAUHAUHAHUHAUHAUHUHAHAUHUAHUHA

  3. Eu apóio MUITO os jogos indies principalmente porque eles são feitos por alguém que realmente QUER fazer e tem sonho de ver seu jogo rodando perfeitamente e não um “Ah, vamo fazer logo pra receber a grana vai…não deu? Vai assim mesmo…”

    Tem um site, que é mantido pelo Derek Yu, um dos developers de Aquaria que é o The Independent Gaming Source – http://www.tigsource.com XD

    Have fun!

  4. Acho esse papo de acesso à cultura furado nesse caso. Jogos são comerciais e foram feitos para gerar dinheiro – além de divertir, lógico. Alguém investe nos jogos e os produz, logo ela visa por recompensas. Se quiser acesso à cultura vá a uma biblioteca e não a um camelô. Ou então recorra aos jogos indies, que eu particularmente não sou muito fã, mas talvez seja pelo fato de eu não costumar jogar em PCs. Acho que em videogames o Wii Ware é o que pode vir a se aproximar mais dessa idéia, e se houver jogos bons a preços módicos, entrarei na trupe dos “gamers indies” – apesar de odiar o termo do fundo do meu coração.

    (sei lá, imagino um bando de intelectualóides jogando de all-star e ouvindo Los Hermanos. Nada contra quem usa all-star e ouve Los Hermanos, até porque eu faço isso, mas acho que deu pra sacar o estereótipo né?)

  5. Meus parabens, tá mto bom!!!
    Hoje em dia é dificil ver blogs falando de games com tanta qualidade.
    E fico mto agradeçido por vc ter lembrado do meu jogo “A Verdade Das Sombras”É mto gratificante 😀
    Pois deu um trabalho danado hehehe

  6. É uma analise muito interessante a sua Cindy. Gostei de ver.

    Eu mesmo sinto levemente culpado por dar apoio a pirataria, pode ser hipócrita pra caramba da minha parte mas no caso do meu PS2 (que por si ja seria ilegal em varios paises por ter um Mod-Chip) eu adoraria comprar boa parte dos meus jogos originais, mas é claro que tem varios problemas ai também, como disponibilidade e que os preços junto com os impostos emcima da importação ficam bem “salgados”. Mas se eu encontrasse boa parte dos jogos de PS2 originais por preços como 50 ou 60 pila eu com certeza daria uma economizada pra compra-los ou até importaria mas muitos sites não podem enviar para o Brasil.

    No caso dos jogos Indies acho legal ver que esses estão ganhando mais espaço, eu mesmo gostaria de participar na criação de um game, embora infelizmente não tenho nenhuma habilidade em programação, só poderia fazer parte de design conceitual.

    No caso de jogos de PC ai ja é outra história, quando eu encontro jogos originais e bons por 10, 20 pila com certeza eu vou atras, eu comprei o Unreal Tournament em um desses pacotes economicos por 25 pila faz uns 7 anos atras (quando ainda era um daqueles jogos quentes da época), sem contar outras oportunidades de jogos raros de PC que comprei original por um bom preço como o Redneck Rampage, Hexen 2 + expansão e outros classicos.
    Tanto que se eu encontrasse Blood 2 a venda hoje em dia, original por um preço razoavel eu com certeza compraria.

    E o mesmo se aplica com outros jogos de hoje em dia, se eu achasse o UT3 por uns 55 até 70 pila eu definitivamente iria economizar pra comprar o jogo por gostar do jogo e o preço parecer mais justo. E ainda por cima ja não é nem dos dias de hoje, mas quem compra jogos originais no PC acabam saindo com mais beneficios, seja por simplismente poder jogar um jogo na net ou ter acesso a conteudo apenas disponivel no site oficial do game em questão e sem ter que usar servidores piratas ou ter que procurar arquivos de crack ou outros modos para anular as proteções contra pirataria e etc

    Um bom exemplo disso são os jogos SimCity 3000, 4 e os The Sims 1 e 2 que na rede da produtora tem muito conteudo extra que apenas aqueles com o game original podem acessar.

  7. É uma analise muito interessante a sua Cindy. Gostei de ver.

    Eu mesmo sinto levemente culpado por dar apoio a pirataria, pode ser hipócrita pra caramba da minha parte mas no caso do meu PS2 (que por si ja seria ilegal em varios paises por ter um Mod-Chip) eu adoraria comprar boa parte dos meus jogos originais, mas é claro que tem varios problemas ai também, como disponibilidade e que os preços junto com os impostos emcima da importação ficam bem “salgados”. Mas se eu encontrasse boa parte dos jogos de PS2 originais por preços como 50 ou 60 pila eu com certeza daria uma economizada pra compra-los ou até importaria mas muitos sites não podem enviar para o Brasil.

    No caso dos jogos Indies acho legal ver que esses estão ganhando mais espaço, eu mesmo gostaria de participar na criação de um game, embora infelizmente não tenho nenhuma habilidade em programação, só poderia fazer parte de design conceitual.

    No caso de jogos de PC ai ja é outra história, quando eu encontro jogos originais e bons por 10, 20 pila com certeza eu vou atras, eu comprei o Unreal Tournament em um desses pacotes economicos por 25 pila faz uns 7 anos atras (quando ainda era um daqueles jogos quentes da época), sem contar outras oportunidades de jogos raros de PC que comprei original por um bom preço como o Redneck Rampage, Hexen 2 + expansão e outros classicos.
    Tanto que se eu encontrasse Blood 2 a venda hoje em dia, original por um preço razoavel eu com certeza compraria.

    E o mesmo se aplica com outros jogos de hoje em dia, se eu achasse o UT3 por uns 55 até 70 pila eu definitivamente iria economizar pra comprar o jogo por gostar do jogo e o preço parecer mais justo. E ainda por cima ja não é nem dos dias de hoje, mas quem compra jogos originais no PC acabam saindo com mais beneficios, seja por simplismente poder jogar um jogo na net ou ter acesso a conteudo apenas disponivel no site oficial do game em questão e sem ter que usar servidores piratas ou ter que procurar arquivos de crack ou outros modos para anular as proteções contra pirataria e etc

    Um bom exemplo disso são os jogos SimCity 3000, 4 e os The Sims 1 e 2 que na rede da produtora tem muito conteudo extra que apenas aqueles com o game original podem acessar.

  8. Lei do mercado, liberalismo – onde o governo quase não se mete e sobrevive o mais forte – lei da selva: A pirataria existe e não é com discurso moral que ela irá acabar.
    Quer diminui-la a níveis aceitáveis? REDUZAM os preços dos produtos oficiais. Não tem outro jeito.
    Ninguém prefere comprar pirata se pode comprar oficial. Mas a maioria NÃO PODE comprar oficial mesmo. 100 ou 300 reais por cada joguinho, e que corre o risco de ser uma droga? Enquanto o pirata custa 10 reais e ainda pode trocar sem ter quedar explicações?
    Caiam na real, quem deve mudar é o sistema. Ter lucro é bonito e move o sistema, mas explorar é feio e destrói o sistema.
    Para sobreviver os produtores oficiais terão que se adaptar. e isso vale pra música, filme, seriado, jogos, transporte público e qualquer outra coisa.

  9. Concordo plenamente com o Antonio ae em cima, o povo fala fala fala, pirataria isso , pirataria aquilo, porém 99% do povo que reclama da pirataria reclama, mas reclama com o p2p ligado baixando um mp3, reclama mas na hora que ta na faculdade ou no colegial e tem um puta trabalho pra fazer, abre o google da um puta ataque no control+c +v e ninguem lembra dos direitos autorais.
    Muitas das grandes impresas não lançam seus games aqui, vc quer um PS2 tem que piratear um de fora, vc quer games originais pra PS2? Lembrem-se eles não são fabricados no Brazil ou paga uma fortuna num importado ou cmpra um pirata(lembrando que pirata nem semre é falso contrabando tb é pirataria).
    Eu nunca iria pagar 170 reais num jogo como farcry ou cryses da vida se eu posso baixar elle pelo emule, pra que dar 170 reais sabendo que destes 170 reais que eu vou pagar 45 reias é o valor do jogo e o resto de imposto, entre sustentar o vicio de deputados e senedaores o cacete eles que robem de outra area pra continuar com as festinhas regadas a drogas e putas.
    Quanto aos autores ele ganham bem o sificiente lá fora pra se preucupar com pirataria no Brazil.
    Abaxem os impostos, diminua, a taxa de importação depois ae sim que reclamen de prataria.
    Alem do que já proibiram CS e everquest no Brasil daqui num demora muito jogo no Brazil só contrabando.
    Gorverno brasileiro alem de ter um presidente baitola( vejo o caso do chile o presidente do Chile caga na cara do Lula e ele num faz nada muito gay mesmo) os juizes agora são macacos de imitação dos FDP americanos.Proibiram vender cs em alguns lugares lá, aqui tb, tão querendo proibir o rap aqui tb e por ae vai….

  10. Uau, como eu adoro analfabetos funcionais.

  11. Nossa… Mais um excelente artigo.. Parabéns! =)

    Vou indicar ele pras pessoas que defendem pirataria =P

    Não ter dinheiro não é desculpa. Você não é privado de diversão por não ter dinheiro, como você mesmo disse tem muita coisa boa de graça por ai. Mas a partir do momento que usa a propriedade intelectual de outros, você tem que pagar por isso.. Autores tem que doar os livros deles de graça por que cultura tem que ser de graça? Nosso mundo é capitalista, até a cultura é paga, paciencia né? =P


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