Publicado por: miwi | fevereiro 6, 2008

Para Quem Ainda achava que a RIAA se importava com os artistas…

Encontrado aqui:

RIAA Wants Songwriter Royalty Lowered
Posted by kdawson on Monday February 04, @10:05PM
from the more-for-meeeeee dept.
NewYorkCountryLawyer writes
“Lest there be anyone left who believes the RIAA’s propaganda that its litigation campaign is intended to benefit the ‘creators’ of the music, Hollywood Reporter reports that the RIAA is asking the Copyright Royalty Board to lower songwriter royalties on song file downloads, from the present rate of 9 cents per song — about 13% of the wholesale price — down to 8% of wholesale. Meanwhile, the big digital music companies, such as Apple, want the royalty rate lowered even more, to something like 4% of wholesale. So any representations by any of these companies that they are concerned for the ‘creators’ of the music must henceforth be taken with a boxcar-load of salt.”


Resumão em português: os letristas vão ganhar ainda menos com os downloads pagos em sites especializados – de 13% para 8%. E empresas como a Apple (até tu, Brutus?) querem que esse percentual seja ainda menor, cerca de 4%.

E aí? Quando é que esses malditos vão se lembrar quem é que faz as músicas, ein?

O fato de que roteiristas se sentem lesados com as vendas na internet de filmes e séries nas quais eles participaram a ponto de fazerem uma greve monstruosa, e essa notícia, me deixa seriamente preocupada. Deveria haver um modo mais… direto, de contato entre quem faz a arte e quem a consome. Que existam intermediários para distribuir a arte num âmbito muito maior, mas eu fico seriamente preocupada quando a parte mais valorizada passa a ser a de logística, distribuição e marketing e não a arte em si.

Os artistas querem divulgar sua arte, os consumidores querem apreciá-la. Por que parece que cada vez mais as grandes empresas se esquecem disso? Por que cada vez parece que pagamos tanto pelo que não queremos? Queremos arte, e temos impostos ao governo, taxas para as grandes empresas que disponibilizam arte em suas mais variadas formas… Claro, não sou ingenua a ponto de pensar que uma coisa pode ser separada da outra, mas eu realmente acho preocupante que um percentual cada vez menor do que nós pagamos seja, de fato, destinado ao que nós queremos.

Então, se você curte uma banda, vá ao show! E esteja aí, porque as coisas estão começando a mudar: Se o Radiohead pode disponibilizar seu novo álbum pelo preço que você se sente disposto a pagar, se o Prince pode distribuir seus álbuns junto com o jornal… não somos apenas nós que estamos cansados de pagar caro por um disco ótico e algumas imagens num encarte geralmente de qualidade duvidosa, os artistas também estão ficando cansados de verem seus fãs pagarem cada vez mais caro para eles receberem cada vez menos.

E com notícias como essa, é provável que cada vez mais artistas se sintam pressionados e acabem procurando novas maneiras de distribuir suas músicas. Pode demorar, porque mudanças realmente grandes como essa não podem ocorrer do dia para a noite. Mas o Radiohead e o Prince são dois exemplos do que está por vir, inevitavelmente.

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Responses

  1. Não querendo tomar partido de gravadoras, estúdios, etc…

    Mas também não dá só para pintar elas como vilãs da história.

    Afinal, muitas descobrem um cantor, financiam, produzem (inclusive, acham letras, arranjam o vestuário, ensinam o coitado a se portar em público, entre outras coisas), põe uma banda para tocar com ele, compõe a letra, distribuem o CD, põe na rádio (etc, etc, etc). E o artista, que antes era um ninguém – e continuaria assim – ainda acha que merece ficar com a maior parte do bolo.

    E não tenho visto nenhum artista nacionalmente famoso reclamar que está passando fome por aí. Aliás, geralmente eles são ricos, não pobres.

    Mas, não estou criticando o que você diz. As empresas de distribuição são mesmo retrógradas, e estão muitas vezes alheias (para não dizer resistentes) aos novos meios eletrônicos e muito mais ágeis. Elas também abrem mão de cobrar pelo serviço de maneira clara, sendo o artista muitas vezes responsável por pagar por todo o serviço – mesmo aquele de que não precisa.

    Só que também não dá para adotar um discurso de “bem contra o mal”, porque não é isso que realmente ocorre. Ambos os lados tem certa razão. Inclusive o nosso lado, o dos pobres consumidores.

    Tomara que esse povo se baseie na indústria de jogos para PC, que tem evoluído muito nesse aspecto, com a distribuição de jogos online, pacotes de mensalidades e um preço muito mais justo nas lojas, mesmo no Brasil.

  2. “Afinal, muitas descobrem um cantor, financiam, produzem (inclusive, acham letras, arranjam o vestuário, ensinam o coitado a se portar em público, entre outras coisas), põe uma banda para tocar com ele, compõe a letra, distribuem o CD, põe na rádio (etc, etc, etc). E o artista, que antes era um ninguém – e continuaria assim – ainda acha que merece ficar com a maior parte do bolo.”
    Se achar que merecem a maior parte do bolo é querer receber o 13%.
    Por esse mesmo argumento, muitos jovens universitários talentosos que tem os seus estudos pagados por alguma bolsa de estudos de alguma fundação, uma vez que terminassem a faculdade não deveriam dar 77% do salário deles para essa fundação, afinal, se ele não tivesse feito a universidade provavelmente ele não seria ninguém.

  3. oi poxa eu gostei do seu blog e queria saber se vc n se interessa em fazer uma parceria sei la eu so novo nisso n sei como funciona essas coisas muito bem hehehe
    mas é isso se vc se interessar so aparece la no blog
    vlw \o
    e sucesso p vc

  4. Uma fundação tem um papel social. Recebe do governo incentivos fiscais, pode receber doações e, realmente, financia estudantes a fundo perdido. É o papel dela como entidade filantrópica, e não visa o lucro. Acho que compara-la com uma empresa privada, com acionistas que precisam ter lucro é covardia.

    Vejamos outros exemplos da indústria. Um inventor, que crie um produto novo, ganha uma comissão de aproximadamente 3% ao divulgar sua idéia. Se tiver sorte, consegue até tirar 4,5 ou 5%, se o produto for considerado muito bom. A indústria, que manufatura o produto, divulga e distribui fica com os outros 97%.

    O miniclip paga aos produtores de jogos em torno de 7% do lucro que obtém com eles. As taxas são maiores pois são produtos de menor faturamento e o miniclip tem um melhor meio de distribuição – a internet. Que foi exatamente o que eu critiquei sobre as gravadoras: o fato delas se manterem alheias a esse tipo de meio.

    As editoras pagam em torno de 8% sobre o valor de um livro para um autor. Um cara famoso pode chegar a 10%. Duvida?
    http://aurelio.wordpress.com/2006/05/15/e-book-ou-livro-impresso-como-publicar-sua-obra/

    Eu até concordo que poderiam aumentar essa taxa para grandes nomes. Seja em qual estilo for. Como é o caso do principal alardeador do caso, o Caetano Veloso. E também seria o caso dos Titãs, Chitãozinho e Xororó, Lulu Santos, Skank (só para citar grandes bandas de estilos diferentes).

    Agora, o neguinho que entra com uma mão na frente e outra atrás, é descoberto, totalmente produzido e desaparece em poucos meses, não pode receber um valor tão alto. Afinal, ele depende da gravadora (que também é sua produtora) para absolutamente tudo.

  5. Oi! Tudo bem? Você já conhece o Fairy Tales ?
    To passando pra te convidar a conhece-lo! Lá
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