Publicado por: miwi | agosto 4, 2008

Considerações sobre Pirataria

Caso:

Fulano e Ciclano são amigos há anos, e sempre tiveram consoles diferentes. Fulano tinha Mega Drive, Ciclano tinha Super Nintendo. Fulano comprou um Dreamcast, e depois um XBOX, enquanto que o Ciclano se divertia com seus Playstation. E os dois aproveitavam ambos os consoles quando iam visitar o amigo.

Cenário 1:

Um dia, acabaram se afastando, culpa da faculdade. Até que um dia, Fulano se lembrou de que havia um jogo da coleção de Ciclano que ele queria muito jogar, mas que pouco jogara na época em que eram mais próximos.

Pensou em ligar para o colega, mas… moravam tão longe! Como ele mandaria o jogo? E o console? O frete de um console para a sua cidade sairia uma fortuna!

Ele pensou um pouco com seus botões… foi até seu computador e descobriu que o tal jogo poderia ser facilmente emulado em seu computador. Acabou baixando o jogo em algum site obscuro da internet, ainda que sentindo uma ponta de remorso.

Cenário 2:

Ambos cresceram e acabaram se estabelecendo na mesma cidade, o que fez com sua amizade e a respectiva troca de jogos e tardes de jogatina na casa um do outro continuasse por anos a fio.

Um dia, fulano sentiu muita vontade de jogar um clássico ao qual não dera atenção no tempo certo. Ciclano tinha esse jogo, e por isso ele pediu para jogá-lo numa das vezes em que foi visitá-lo.

Ciclano reclamou – já jogara esse jogo dez vezes, já o terminara de diversas maneiras… não, não deixaria o Fulano jogar o jogo na casa dele. Resolveu, então, emprestar o jogo e o console para o Fulano, sob a condição de que cuidasse bem do material e que lhe devolvesse quando terminasse de jogar.

Em ambos os cenários, o Fulano vai jogar o jogo.

Em ambos os cenários, a empresa que fez o jogo e seu respectivo criador não irão ganhar um centavo com isso.

Mas, em apenas um deles você torceu o nariz – pirataria, que coisa feia!

Mas, nesse caso, por que é errado? “Porque é”, seria a resposta da maioria das pessoas, ainda que elas disfarcem a falta de argumentos com pseudo-argumentos como “mas isso infringe os direitos autorais, é uma afronta à propriedade intelectual!”. Ah, é? Como? Pelo jogo estar sendo usado de uma maneira não prevista pelos criadores? Bom, se eu usar o CD original ou o cartucho para dar de brinquedo para o meu cachorro isso também é uma afronta a um direito autoral? Se eu usar cenas do jogo para ilustrar uma tese ou um artigo sobre um tema qualquer isso também é uma afronta à propriedade intelectual?

Magic Knight Rayearth, para Sega Saturn. Eu nunca tive um Saturn na minha vida, nem conheço ninguém que o tenha tido. Ainda que conhecesse, foram feitas apenas 15.000 cópias desse jogo, o que tornaria a minha tarefa de encontrá-lo praticamente impossível. Ainda assim, eu sou boba feia e má por estar baixando-o para rodar em um emulador de Saturn. Faz sentido… não.

Outro caso:

O Fulano, que continua sendo um tremendo viciado em jogos, ouviu falar em um jogo que será lançado e que está criando o maior “hype”. Mas ele nunca jogou nenhum jogo da franquia, que já está no número 4.

Ele procura, e não acha nenhum demo ao qual ele tenha acesso para descobrir como é o jogo.

Cenário 1:

O Fulano resolveu, novamente, emular o jogo original, o número 1 que deu origem à franquia de sucesso. Acaba emulando em seu PC, já que não conhece ninguém que tenha o jogo original para lhe emprestar.

Acaba se apaixonando pelo jogo e acaba reservando-o na pré-venda. Aliás, compra a edição limitada.

Cenário 2:

Fulano resolve não apelar para a pirataria e espera o jogo ser lançado. Espera algum amigo comprar o jogo mas nenhum de seus amigos próximos se interessa pelo gênero, ou não tem o console.

Resta-lhe ouvir os comentários exarcebados a respeito do jogo em fóruns e comunidades.

Pode parecer estranho, e até mesmo exagerado – e, nesse caso, é mesmo: eu exagerei na paixão do Fulano pelo jogo ao ponto de comprar a edição limitada e no fato de ele não conseguir testar o jogo de outra maneira. Mas, pode acontecer. Aliás, aconteceu comigo: quem acompanha sabe que eu jamais teria comprado Final Fantasy Tactics 2 se não o tivesse testado antes no meu R4. E, por mais que possam dizer, “nesse caso, você deveria ter testado o Final Fantasy Tactics do GBA ou o do PSX”, bom… nesse caso, eles são um tanto quanto diferentes. Existem coisas a respeito dos juízes do jogo de GBA que provavelmente me teriam feito desistir do jogo se eu o tivesse jogado primeiro.

Caso 3:

Fulano, sempre ele, só tem dinheiro para comprar um jogo esse mês. Mas existem sete jogos nos quais ele está interessado e ele não faz idéia de qual o interessa mais.

Cenário 1:

Fulano resolve olhar os vídeos, ler as análises… e acaba escolhendo um jogo. Compra-o e, todo feliz, vai testá-lo.

Detesta-o.

O próximo mês não é gasto pensando em qual será o próximo jogo, mas em como ele poderá se livrar daquela droga.

Cenário 2:

Ele resolve testar os jogos – alguns ele consegue pegando emprestado dos amigos, outros ele testa o pirata. No final, ele se decide por um deles, compra-o e é feliz para sempre.

Novamente, um exagero. Ainda assim, um exagero possível.

Entendam: a minha intenção não é dizer “a pirataria não é má, olhem só como ela é justificável”. Não, pelo contrário: eu sou contra a pirataria, e acho um absurdo quando as pessoas vem ostentar sua “esperteza” mostrando sua imensa coleção de jogos piratas – comprados em camelô, para aproveitar e ajudar o tráfico, claro.

Mas eu não aguento mais ver as pessoas simplesmente bradando “a pirataria é errada, a pirataria é errada, vocês vão arder no mármore do inferno!”.

Não, eu não acho que a pirataria seja sempre errada.Ela pode ser ilegal, mas eu não a considero sempre imoral. Afinal, o que a empresa está perdendo quando alguém nostálgico resolve baixar um emulador de SNES para jogar alguns clássicos, como Chrono Trigger? Não é dessa mesma nostalgia que a Square se aproveita para fazer seus remakes?

Ah, a propriedade intelectual. Os direitos autorais duram setenta e cinco anos. A indústria dos jogos mal tem metade disso e já é praticamente impossível encontrar jogos da época do NES e do SNES… aliás, até mesmo da época do Nintendo 64. Você é um colecionador, um maluco, ou alguém com muita força de vontade se quiser encontrar certos jogos por aí.

Não é como com filmes, CDs de música, livros – não é difícil encontrar DVDs de Cidadão Kane, …E o Vento Levou, por exemplo. Aliás, …E o Vento Levou eu tenho lá em casa, com direito a melhorias digitais para tentar… “rejuvenescê-lo”.

O mais parecido com isso que nós temos são os relançamentos, remakes, ports e compilações: jogos dos consoles da Nintendo no Virtual Console, jogos de PSX na PSN Store, compilações de Pac-man e Galaga para quase todos os consoles. Mas a biblioteca é pífia – fui dar uma olhada na PSN Store e acho que a seleção de jogos de PSX mal tinha dez jogos. E nenhum deles era de jogos que eu estou interessada em jogar no PSP, como Final Fantasy IX, Vagrant Story, Legend of Dragoon…

Uma pena, já que a possibilidade de jogar os clássicos no PSX em um portátil é um dos grandes motivos para eu comprar um PSP – que será desbloqueado, especialmente por causa disso. Se eu pudesse rodar os clássicos sem destravar o PSP, eu até pensaria duas vezes se iria comprá-lo bloqueado ou desbloqueado mas, com isso, não tem nem o que pensar…

O Playstation 2 foi o console de maior sucesso comercial da geração passada, e também o mais pirateado. Não quero criar uma relação de causa e efeito, como alguns que dizem que o PS2 fez mais sucesso justamente por causa da sua pirataria. Não… o Playstation 2 foi um sucesso de vendas apesar da pirataria. Como uma pessoa que tem sucesso em sua carreira apesar de uma doença crônica, como um carro que vende muito apesar de beber mais do que deveria.

Ainda assim, talvez fosse bom que a indústria olhasse para a pirataria com outros olhos – não como uma sujeira que deve ser escondida debaixo do tapete, mas como a poeira que sempre está no ar, mas não o impede de ter uma casa limpa e saudável.

A pirataria é uma maneira clara do consumidor mostra o que quer – o consumidor é preguiçoso, acomodado. Quer testar os jogos. Quer variedade. Quer poder jogar os jogos que ele não pôde jogar no tempo devido, seja por ser muito novo ou não ter condições ou conhecimento na época.

Com a pirataria, ele pode jogar os clássicos sem que isso acarrete um custo extra para a empresa.

Pode jogar jogos que nunca chegaram ao seu mercado.

Pode jogar jogos em português que nunca seriam traduzidos oficialmente.

Pode testar jogos que não tem demo e assim evitar uma compra da qual irá se arrepender.

Não estou querendo negar o lado ruim da pirataria, e que todos já conhecem muito bem – a pirataria de consoles atuais fere o mercado, ajuda o tráfico quando você compra no camelô, atinge os direitos intelectuais de jogos que mal saíram do forno.

Quero levantar o questionamento – o real problema é a pirataria, ou seria ela apenas um efeito colateral do mundo de hoje, que evolui e muda rápido demais e para o qual certas leis se tornaram antiquadas? A “revolução da internet” está aí, acontecendo. Mais rápido do que a mentalidade do consumidor, que ainda não dá valor ao que não pode tocar, do que a mentalidade das empresas, que enxergam essa revolução como uma ameaça.

Não digo que nada esteja sendo feito – o assunto é cada vez mais discutido e, novamente, o Virtual Console, a PSN Store e o Steam são provas de que o mercado está se adaptando, ou ao menos tentando, a essa nova realidade.

Que se discuta… o que você acha?

O que eu não aguento, o que eu não quero mais tolerar, é que se continua a varrer esse assunto para debaixo do tapete, que se comente sobre o assunto como se ele sempre fosse podre e nojento. Que a pirataria seja considerada ilegal “porque é”.

Afinal, se nunca se mudasse o que é considerado certo e errado, o que é moral e o que não é, negros ainda seriam escravos e mulheres não poderiam trabalhar fora.

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Responses

  1. Parabéns, Cindy. Muito bom o texto. Conseguiste mostrar o outro lado da moeda, pois o mundo não é mais preto no branco. E comentário final foi estupendo. Imagina como seria o nosso mundo se o ser humano não tivesse aprendido a fazer fogo porque o fogo era dos deuses.

  2. Muito bom. E sabe o que é pior? As pessoas têm medo de explicitar opiniões como a sua. Simplesmente porque a pirataria é, como você disse.

    Também tenho um R4, e tenho vários jogos originais. Se o jogo é bom, eu compro. Tenho conta no Steam, e comprei TF2 lá. Não me importo de pagar pelo que vou usar, mas há coisas que simplesmente não são necessárias. mp3 com DRM, tentar evitar a pirataria como se ela fosse um câncer. Se alie a ela. Venda ela. Assim, você acaba com ela, ou pelo menos, muda a idéia.

  3. Antes de qualquer coisa, quero esclarecer que sou totalmente contra a pirataria, e gostaria de pisar nela com força, se pudesse. Não porque a pirataria é algo terrível, um monstro dos sete olhos do lago do abismo, mas porque (na maioria dos casos) falta bom senso (ou talvez apenas moral) em quem usa.
    No caso que você citou, de ter dificuldade de encontrar certos jogos, acho completamente compreensível baixar uma rom ou uma iso com o jogo. Oras, eu faço isso de vez em quando, especialmente em relação a jogos de luta de arcade. Aliás, essa parte a falta de bom senso é da publisher do jogo. Se ele já não gera mais lucro, porque não libera gratuitamente, como a Rockstar fez com os GTAs 1 e 2? Pessoalmente, caso eu realmente consiga seguir a carreira de game designer, pretendo liberar o jogo gratuitamente (pelo menos para pcs :P) assim que as vendas dele se tornarem mínimas.
    No entanto, minha defesa à “irataria pára por aí. Citando mais algumas situações que você comentou:
    -É o maldito Novembro e tem 7 jogos lançando para o maldito videogame, qual comprar? Baixa todos e testa… testa… testa… zera… Bah, tá zerado, pra que vou comprar agora? Uma vez baixado e o jogo já está na máquina, quantas são as pessoas que realmente tem o escrúpulo de comprar o jogo, mesmo que tenha gostado?
    -Hacks do jogo, em especial jogos em português: mal temos indústria de videogames no Brasil basicamente por causa da concorrência desleal com a pirataria. Por “sorte” (não acredito que direi isso mas), a Micro$oft está fazendo sua parte. 😛 Se os usuários estão colaborando, não sei dizer. (Agora só pra sacanear os VGrs: jogos de pcs podem ser modificados. Legalmente. :D)

    Outras situações que recaem sobre a pirataria, e essa é desculpa de verme, inquestionavelmente:
    -Jogos com DRM ou qualquer tipo de proteção draconiana, port porco, etc. Quem fica revoltado e pirateia o jogo por isso tem moral 0. Proteger seu produto é um direito completamente justificavel dos estúdios de desenvolvimento, e eles tem plena consciência de que ao adotá-la, sofrerá consequências… desagradáveis, mas ainda assim é um direito. Não gostou? Encha a caixa de email dos devs, faça escândalo nos fóruns dos mesmos, proteste nu na rua, pule do edifício, deslique essa desgraça de monitor vá ler uma orra de um livro, não é possível que videogame seja a única forma de lazer das pessoas, mas pirateie o maldito jogo. Isso é desculpa esfarrapada para poder jogar de graça o que várias pessoas gastaram tempo e massa cinzenta para criar.

    Eeeenfim, falei um tanto e não sei se disse algo. 😛
    Resumindo, para você leitor que pula direto para a conclusão (assim como eu :D), falta bom senso nos devs e publishers, de liberaram gratuitamente conteúdo morto (Square, pare de viver do maldito passado, ca@*34/. Um dos melhores RPGs dos ultimos tempos foi uma idéia original suas! – pra quem não pegou, estou falando de The World End With You =p -ah, e cancelar o Chrono Revival foi a maior p*taria já feita com fãs na história dos VGs), e falta moral nos usuários, que se acomodam com a facilidade (e claro, sem perder $$, obviamente a coisa mais importante da vida, do universo e tudo o mais) da pirataria.

    Fuu, mini-artigo no artigo. 🙂

  4. […] Disk Chocolate – Considerações sobre Pirataria […]

  5. Por isso que eu gosto do meu blog
    eu tenho poucos leitores/visitantes, mas a qualidade desses leitores/visitantes é excelente xD

  6. Acho que o grande ponto que você acaba desviando no seu texto é que, o jogo foi feito por uma empresa, os direitos são dela, quando você compra o game na verdade você esta comprando o direito de utiliza-lo, sob as condições da empresa. Se a empresa esta usando uma estratégia feliz ou não para vender seu jogo (disponibilizando demos, roms ou etc) é problema dela, isso não nos dá o direito de sair usando a bel prazer.

    É mesma coisa no transito: “ok, essa rua é sentido único, mas se eu entrar contra mão aqui eu ganho 15min, quem disse que eu não posso, eu me garanto, não bato em ninguém”

    No fundo, é a mesma coisa, não é porque é fácil e gera algum beneficio para você que a coisa pode ser feita, porisso existem regras, leis, etc…

  7. Aqui tem vários motivos do porque a pirataria é ilegal: http://continue.com.br/30/04/2008/pirataria-um-texto-a-respeito O autor Fabio explica em detalhes a coisa…

  8. Clap, clap, clap! Tem mais nem oque comentar … Perfeito! 🙂

  9. A humanidade evolui a passos largos. A definição do que é moral ou imoral hoje é diferente do que se pregava em meados de 1920. O mesmo acontecerá com a pirataria daqui há algum tempo.

    Vamos pensar em 4 cenários: Música, Revistas, Cinema e Games. Um só objetivo: vender conteúdo.

    Lembra como era antes na música? Vender LP’s ou CD’s que era lucro. Então vieram surgiu o MP3. Houve choro e ranger de dentes. Bandas contra o MP3, P2P, etc. HOJE é diferente: EU vejo cantores agradecendo pois só assim se tornaram conhecidos nacionalmente e internacionalmente. E o que antes era absurdo até se tornou COOL com a chegada do IPOD. E hoje se você não tem um MP4, MP5, Celular_que_toca_MP3, IPOD você não está na moda. E é legal.

    Eu particularmente sou fã de revistas. Compro um monte. Mas é óbvio que há N dificuldades numa publicação impressa, tamanho do textos, das fotos, custo de impressão, produção, distribuição e espaço publicitário que você não vê em um BLOG.

    No cinema hoje existem vários filmes distribuídos ilegalmente e LEGALMENTE. Talvez única chance de produtores independentes. Será que Filmes/Vídeos gratuitos é um nicho a se explorar? Pergunta por YouTube que foi comprado por mais de 1 bilhão pelo Google.

    Enfim, os games TEM DE se adaptar a evolução de distribuição de conteúdo, SÁBIO de quem perceber isso o quanto antes. VAI ACONTECER COM OS GAMES O MESMO QUE HOUVE COM A MUSICA. Blizzard já sacou isso e saiu na frente com o WOW. Microsoft, Sony e Nintendo já vendem conteúdo online. Há pouco tempo a TECTOY pantenteou um videogame cujos games viriam por rede. ISSO se chama evolução inevitável.

    A Apple percebeu isso quanto à música e inventou o IPOD e virou febre. Vamos ver quem vai ser o STEVE Jobs dos games. 😉

  10. Olha, não gosto de pirataria, mas não vou comprar nunca um jogo pro meu nintendo DS que custa 140 reais se custasse 20 eu comprava mas por 100, 120, 140, não pago mesmo meu dinheiro não da em arvore, enquanto a industria dos video games abusar de nos paises do terceiro mundo com esses preços abusivos vou recorrer a pirataria, se o fabricante quer concorrer com a pirataria que vendam barato, 140 reais é 1/3 de salario minimo, não há condição de comprar um jogo desse valor, então sinto muito nintendo, sony, Microsft, vcs já são ricas demais e meu dinheiro não vai fazer falta, comprei um R4 por 180 com um cartão de 2gb, e nunca mais vou comprar um jogo enquanto os download forem gratuitos.

    abraços

  11. Miwi você simplesmente arrasa nos artigos, e como já disseram nos coments, belo final…

    Agora deixar a minha opinião sobre esse assunto um tanto “delicado”. Falar que se é totalmente contra a pirataria nos dias de hoje pra mim é hipocrisia… É impossível que a pessoa não baixe nenhum filme, série, jogo, música… Ou tenha pelo menos um cdzinho comprado naquele camelô…

    E como já citaram aí em cima, é uma coisa inevitável e sempre vai ser, pois é da natureza do ser humano o “se dar bem”, ainda mais no brasil, existe bicho mais malandro que o brasileiro? 😛

    E outra coisa que também já foi citada e que concordo é que já que é inevitável, que façamos uso do bom senso, sem abusar… Se alguém deixa de comprar jogos só porque tem um R4, meu deus, me desculpe, mas esse não merece título de gamer, porque é só um aproveitador… Mesmo porque gamer que é gamer sempre tem uma saga que é apaixonado e terá seus jogos originais…

    Err e pro colega ali de cima, creio que os preços altos dos jogos por aqui não sejam culpa das industrias de videogame e sim dos impostos do nosso querido Brasil…

    No mais, parabéns pelo post Miwi e ótimo os comentários da galera 😀

  12. Legal o texto, discutível em alguns pontos, mas no geral até concordaria, se não fosse um motivo: (vou chutar que) a quantidade de pessoas que utiliza a pirataria dessa forma é ínfima.

    Outro dia usaram o seguinte argumento para me convencer sobre a nova lei de não poder dirigir e beber: nivelar por baixo. É ruim para quem respeitava sempre o limite, mas enquanto as pessoas não tomarem consciência (que beber demais e dirigir coloca outros em risco, além de si), tem de ser assim.

    A pirataria é a mesma coisa: enquanto todos não tiverem consciência que comprar de camelo financia crime, que se gostou de um jogo deveria pagar por ele, etc, não resta solução a não ser proibir por completo.

    Quase sempre tem alternativas de tentar evitar a pirataria… no meu caso, costumo comprar jogos usados, se não tem demo, procuro opniões de amigos e sites/revistas (dá pra ter uma boa idéia do jogo… em último caso, posso vende-lo, não é o ideal, claro)… tenho poucos games, mas jogos os bem, deles apenas 1 ainda falta terminar… no pc, parei de usar windows (estava com linux, agora mac), não uso programas piratas, mas mp3s ainda não consegui (até baixei coisas free, como cds do Nine Inch Nails, mas não rola ainda… tava afim de comprar usando algum esquema tipo iTunes… veremos). Jogos antigos tenho de me contentar com o que tem remake/disponível (VC e afins)… (é complicado, afinal, você TEM de ter acesso a tudo? não sei, pra mim é mto chato não ter acesso aos rpgs de ps1, até usados são caros demais). E por ai vai… é apenas uma escolha minha, vai de cada um

    Casos como jogos japoneses não tem jeito (como no Wii, que andaram travando o Freeloader), se bem que no PS3 por exemplo já não tem trava por região para jogos… acho que é o caso das empresas descobrirem as necessidades dos usuários… enquanto não acontece… é justificável utilizar pirataria?

    O texto é uma forma de abordar o assunto, só acho que não seja tão simples assim =]

  13. O melhor texto que já li sobre pirataria, parabéns!


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