Publicado por: miwi | agosto 22, 2008

2D, 3D e a direção de arte

Eu estava lendo meus feeds, o que aparentemente é o que eu mais faço depois de jogar RPGs táticos e programar, e me deparei com algumas imagens promocionais de Eledees DS no Destructoid.

Uma, em especial, chamou-me a atenção:

Imagem promocional de Eledeeds

Imagem promocional de Eledees

Eu ADORARIA jogar um jogo que tivesse essa aparência. É claro que, nesse caso, trata-se de uma imagem conceitual apenas, e o resultado ficou mais parecido com… não sei, Pokémon DS? Mas essas cores e essa harmonia… é díficil encontrar algo assim em jogos. Mas quando se encontra, são uma grata surpresa.

É incrível como alguns dos jogos que mais me impressionaram esteticamente não são de nenhum dos “bambambams” dos gráficos de hoje, leia-se XBOX360, PS3 e PC high-end.

O PS2, salve salve, ainda é um dos consoles que mais tem títulos que aliam excelente direção artistíca com tecnologia (afinal, algumas EXCELENTES direções de arte do SNES sofreram por falta de tecnologia, e os consoles mais atuais… bom, tenho esperança de que eles ainda acordem e percebam quão importante é a direção de arte…)

Por exemplo, no PS2 nós temos… Okami.

Okami, arte conceitual

Okami, arte conceitual

E temos também… Shadow of the Colossus.

Shadow of the Colossus, screenshot

Shadow of the Colossus, screenshot

Existem jogos no PS2 que me deixam feliz só de olhar para eles – ainda que eles tenham uma estética ligeiramente infantil, e por vezes defasada. Como Disgaea.

Disgaea, do PSP. Praticamente igual ao do PS2.

Disgaea, do PSP. Praticamente igual ao do PS2.

E Kingdom Hearts.

Kingdom Hearts, screenshot

Kingdom Hearts, screenshot

Mas eu não poderia falar apenas do PS2… como eu poderia me esquecer da arte em cel-shading maravilhoso de Zelda: Wind Waker?

Zelda: wind waker - screenshot

Zelda: wind waker - screenshot

E Killer 7, o antecessor de No More Heroes?

Killer 7

Killer 7

São jogos com excelentes direções artísticas, e completamente diferentes de si. Um usa e abusa do 3D, e o faz de maneira magnífica: o Shadow of the Colossus. Já Disgaea, Okami e Zelda: Wind Waker abusam dos tons de “desenho animado”, embora Okami tenha mais relação com os antigos desenhos orientais.

São jogos de cuja arte eu vou me lembrar durante muito tempo.

Não há 3D que substitua isso, não há realismo gráfico que diminua a importância de uma boa direção de arte.

Eu acho até perdoável quando vejo algum jogo indie com uma direção de arte meia-boca, afinal, tem o problema da verba. Mas o que dizer de certos jogos comerciais de aparência genérica que são lançados por aí? Existem jogos que me dão calafrios só de ver screenshots. Por exemplo? Heavy Rain.

Heavy Rain...

Heavy Rain...

Tanto poder de processamento, tanto poder gráfico… para fazer algo que parece retirado de um filme da sessão da tarde? What the hell, pro inferno com esse realismo.

Por outro lado, nem tudo está perdido. Temos ainda (se não cancelarem ou colocarem na geladeira ou…) Mad World, para o Wii. Cuja estética baseada apenas em preto-e-branco me chamou, e muito, a atenção.

Mad World, para Wii

Mad World, para Wii

E, ainda que eu tenha falado que nenhum jogo next-gen realmente tenha me chamado a atenção nesse aspecto, tenho de admitir que me enganei. Afinal, temos Bioshock. Que exemplo melhor de como aliar direção artística com poder de processamento eu poderia dar?

Bioshock

Bioshock

Por que eu resolvi fazer esse post…?

Não faço idéia.

Mas eu gostaria de perguntar aos meus leitores (que eu não posso mais dizer que são apenas dois porque agora eu tenho mais de 30 leitores no feedburner [às vezes 35, às vezes 33, às vezes 28… vá entender…]): quais os jogos que mais lhe chamaram a atenção na parte artística?

E, dos jogos que estão vindo por aí, quais você acha que realmente possuem uma boa direção artística?

(… na real, acho que foi só uma desculpa para colocar imagens de jogos que eu considero bonitos…)

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Responses

  1. Não tem muitos jogos que considero obras de arte a não ser o Okami e talvez algum outro que não me recordo

    Mas tem aquela série de web games bem conhecida, Orisinal, que eu considero uma obra de arte perto dos tradicionais web games. Os jogos são muito “cutes”, com trilha sonora bonita e absurdamente simples de jogar.

    E aquele Mad World parece bem interessante, só não sei o roteiro, pareceu meio besteirol =x agora é esperar pra ver

  2. Particularmente, não acredito que a parte artística do jogo se limite aos gráficos, por isso não me importo dos jogos serem ultra-realistas, como também não me importo se forem cartunescos (já que você quer uns exemplos, Team Fortress 2 tem uma direção artística gráfica bastante diferenciada). O que importa é se os gráficos estão bem feitos e adequados à proposta do jogo. Heavy Rain, que você citou, visa contar uma história de alto teor emocional. Ao meu ver, é mais fácil você se relacionar com um personagem em um mundo mais parecido com o que você conhece do que um meio alien ou fantástico (apesar de que o mais importante com certeza é a história/desenvolvimento do personagem – e se Indigo Prophecy for uma referência, Heavy Rain deve acertar em cheio esse aspecto).

    Agora, sobre o que é importante para um jogo poder ser considerado “arte”, acho meio difícil de definir (afinal, arte é subjetivo, não? :P). Mas alguns jogos que se diferenciam do resto e que considero “artísticos” são Deus Ex (que é por mim o melhor jogo já criado – toma isso Zelda OoT!), por refletir no jogo as decisões do jogador de forma natural (esses dias descobri que era possível alterar a história de uma forma que eu nem imaginava. O jogo é muito sutil nesse aspecto, nada de apertar A para uma história e B para outra), Stalker: Shadow of Chernobyl, pela melhor imersão em um jogo que já vi (também o melhor uso de som que já presenciei – aliás, acho som mais importante que gráficos) e o supra-sumo da arte nos jogos, Metal Gear Solid (chupem, Okami e Shadow of the Colossus), simplesmente pela melhor e mais profunda história que conheço.

  3. […] que é uma continuação direta do jogo Elebits, para o Nintendo Wii. Vi a imagem no Disk Chocolate e consegui achar ela com resolução gigante (e sem a marca dágua do Destructoid, que é uma das […]

  4. Eu amei os gráficos de Braid, os achei sensacionais. Pretendo jogar em breve Okami e provavelmente vou ficar maravilhado. Outro jogo que gostei muito do estilo artístico foi Soul Bubbles, ah além de Lost Winds (que por sinal são bem parecidos). Gostei também dos tons de Zelda: Phantom Hourglass. Agora não só de gráficos “fofinhos” e lindinhos se faz uma boa direção artística, na minha opinião, estou jogando Ico e tenho gostado muito de toda a aparência do jogo.

  5. Olá ^^ primeiro comment no seu blog, portanto vou me apresentar, o nome é Flavio e achei um link para o seu blog no blog de um amigo. E por coincidência, sou aspirante a gamedesigner, na verdade sou formado (primeira turma do primeiro curso de gamedesign da america latina ¬¬ grande coisa), mas cada vez mais vejo o quanto eu ainda tenho que evoluir para poder me dizer gamedesigner. Particularmente me interesso pela parte de arte do processo e é nisso que estou tentando me especializar. Achei o post muito interessante, e realmente, nem só de graficos um jogo é feito, e também não é só da direção de arte, sinceramente, achei okami muito bonito, mas não tive a menor paciencia para jogar além da primeira fase (simplesmente não aguentei aquele bixinho verde fazendo aquele barulho infernal), em compensação, terminei shadow of the colossus em pouco tempo (adorei esse jogo, meu deuus). Não concordo com relação ao Heavy Rain, vi os videos da jogabilidade e o jogo assim como Indigo Prophecy parece inovar bastante, não só em graficos, mas na maneira como o jogador sente as emoções passadas pelo jogo. Mas… como aprendi nos meus anos de gamer, não vou julgar muito antes de jogar o jogo, ou posso acabar quebrando a cara hehe. Madworld me parece muito legal, espero bastante desse jogo. Joguei bioshock e achei a direção de arte muito boa meeeesmo, porém, fugindo um pouco do tema de arte, o jogo falha um pouco ao tentar passar emoções ao jogador (achei os personagens do jogo pouco carismaticos). Um jogo citado, que tem uma direção de arte muito boa, e bons personagens é o Zelda Wind Waker, gostei muito desse (e olha que a principio estava receoso se o jogo seria bom ou não hehe quebrei a cara).
    Joguei Braid esses dias e achei muito bonito também, fora a jogabilidade excepcional, os caras evoluiram os jogos de plataforma (eu achei >< Não vou citar jogos com boa direção de arte pq existem muitos, eu acho que o que é necessário para um jogo ser considerado arte é que os artistas, programadores e designer que trabalharam nele tenham tentado se expressar algo, cada um em sua área (programação também é arte), sei la, o que é feito com sentimento sempre tem um resultado melhor, e isso é visivel nos jogos também e afinal, isso que é arte, a expressão do ser (ou não.. sei la hehe). Bom, acho que falei muito mas nao falei nada né, vou tentar fazer comentarios mais interessantes hehe, vou ficar de olho no blog, parabéns e continue assim.

  6. […] Tales of Vesperia é um RPG da Namco. Um RPG um pouco diferente graficamente, onde o mesmo tem cenas de anime e os gráficos são em cell-shading. Um cell-shading impressionante, mostrando o poderio gráfico do Xbox 360. O dono do console me disse que o RPG tem gráficos muito simples para o poder do aparelho, mas ainda assim fiquei maravilhado ao jogar o mesmo. Talvez porquê eu nunca tinha jogado um cell-shading 3D antes e por isso o Tales vai ser usado de referência para futuros games que eu possa ter acesso e que use este tipo de direção de arte: […]

  7. […] a nossa área, já que quando a gente está pensando em desenvolver um game, temos de pensar na direção de arte. Temos de pensar no estilo artístico do jogo e a escolha das cores pode ser crucial para causar […]


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