Publicado por: miwi | janeiro 11, 2009

[Tutorial] Aprendendo a Mexer com o Sun SPOTS

Eu sempre preferi a parte de software do que a de hardware – eu me lembro de realmente FUGIR das aulas sobre hardware no meu curso técnico, e sempre que tenho algum problema com hardware eu costumo pedir socorro ao meu namorado. Além dele entender mais disso do que eu, ele tem o mesmo efeito do Gizmo nesta tirinha do Recruta Zero:

Recruta Zero - The Gizmo Effect

Além disso, eu sempre preferi a praticidade da programação: é muito mais fácil aprender a programar do que aprender a mexer com hardware, já que tudo o que você precisa está ao alcance dos seus dedos: existem milhões de tutoriais de programação na rede, e não é muito difícil baixar IDEs e testar seus recém-feitos programas.

Mexer com hardware, por outro lado, envolve coisas misteriosas como comprar placas, ter de aprender a mexer com Assembly (ou com C, na melhor das hipóteses), montar redes místicas e torcer para nada queimar… e eu nem mencionei em tentar colocar periféricos extras e mais interessantes do que… LEDs.

Atualmente, existem algumas alternativas para quem quer mexer com um hardware mais interessante e de maneira não tão complicada – uma que eu posso mencionar que eu já usei é o kit de Lego Mindstorms – você pode criar bonecos em legos, colocar sensores de luz, de pressão, colocar motores, e programar tudo isso a partir de uma programação em blocos simples (mas limitada) provida pela kit, ou programar em C e passar o programa através de infravermelho para o robô feito de Lego.

Bom, o resultado do meu grupo quando nós tivemos de fazer um projeto com isso na faculdade foi esse:

Lego Mindstorms - AGV

Lindo, né? Trata-se de um pequeno veículo para levar e trazer peças em um chão de fábrica. Nada funcionou como a gente esperava na hora que a gente precisava, mas tudo bem…

O problema desse tipo de solução é que eles ainda são muito caros – especialmente aqui no Brasil. Um kit do Mindstorms mais recentes (e mais bacana) custa cerca de 1000 reais aqui no Brasil. Não é exatamente algo que você pense "ah, ok, vou comprar um para ver como é…". Mas é o tipo de coisa que eu gostaria de dar para um filho, se ele se interessasse e eu tivesse condições. Ein, meu filho será filho de dois engenheiros nerds, vocês tem ALGUMA dúvida de que ele será criado como uma criança tr00 nerd?

Devaneios maternais de lado, outra solução é o Bug Labs, que oferece um kit básico e "apetrechos" extras para você fazer coisas mais interessantes, como uma câmera de 2MP, GPS, uma base para você conectar apetrechos via USB, sensor de movimento, acelerômetro… o problema, novamente, é o preço: 250 dólares pela base, e de 50 a 80 dólares pelos módulos extras. Mas ele traz uma SDK para ajudar no desenvolvimento, e é open-source.

A outra opção que eu conheço e sobre a qual eu vou falar é a solução da Sun, o Sun SPOTS. Basicamente, são pequenos hardwares que você pode programar em Java, já que ele roda uma máquina virtual. Conta com acelerômetros, sensores de luz, botões analógicos e digitais, etc.

Nota rápida: Ao procurar por Sun Spots no Google, encontrei uma notícia com essa headline: "Sun goes longer than normal without producing sunspots" e cliquei, já preocupada em estar interessada em uma tecnologia que poderia estar dando sinais de cansaço.

Bom, não era bem esse o caso, como você pode conferir olhando a matéria

Nisso que dá uma empresa chamada Sun criar uma tecnologia chamada Sun SPOTS…

Como existem muitos gamers que lêem esse blog, eu acho que uma boa motivação seria mostrar esse vídeo do Sun Sposts sendo usado para criar um controle diferente para jogar Counter Strike:

 

 Legal, ein? Novamente, os preços são um problema: 750 dólares pela base e seus apetrechos. Existe um desconto promocional para estudantes americanos, para 300 dólares. Há algum tempo, porém, eles estavam dando kits para estudantes que apresentassem propostas interessantes de uso – um amigo meu conseguiu um kit assim. Atualmente essa promoção não está mais valendo, mas mesmo assim eu tenho chances de conseguir um kit (o que é um assunto para outro post).

Para isso, claro, eu preciso fazer uma proposta interessante de uso do Sun SPOTS. E para poder fazer isso, eu preciso conhecê-lo melhor, para saber do que esse danado é capaz.

E eu posso fazer isso não apenas lendo o site, mas efetivamente programando e testando no Sun Spots! Não em um de verdade, claro, mas em um emulador fornecido pela Sun.

Como eu adoro criar tutoriais, eu vou tentar relatar o que eu estiver aprendendo por aqui. Se alguém tiver MUITO interesse, entre em contato com uma proposta de uso. Eu não posso fazer muita coisa para conseguir kits, mas eu posso mostrar sua proposta para alguém que possa. :p

Instalando o Emulador

Primeiramente, você deve ter o Sun Java JRE. Se você já programa em Java, você já tem o que é necessário, então não se preocupe. Instruções mais específicas podem ser encontradas aqui, de acordo com o sistema operacional que você usa.

Tendo os runtimes necessários, tudo o que você precisa fazer é ir na página do Sun Spot Manager e baixar o aplicativo.

SunSpot Manager - Install Now

Execute-o com o Sun Java WebStart (seu sistema provavelmente irá conhecer a extensão e mandar abrir com esse programa, de qualquer maneira), leia aquilo tudo (eu tenho certeza de que você vai fazer isso…), desça a barra de rolagem até o final, clique em próximo, próximo… se quiser, crie um atalho para o Sun Spot Manager no seu desktop, facilita quando você quiser acessá-lo depois.

Ele vai verificar se você tem o Netbeans. Se você ainda não tiver, instale-o quando sugerido, assim como o Ant. Isso facilita bastante  na hora de desenvolver, acredite.

Além disso, não há muito segredo na hora de instalar – ele irá verificar os requisitos do seu sistema, sugerir instalar alguma coisa que não encontre… se você ler pelo menos o mínimo (sabe, aquelas mensagens que costumam aparecer com pontos de exclamação do lado), você não deve encontrar problemas aqui. Mas se encontrar algum, poste nos comentários que eu tento ajudar, claro.

Se você fez tudo certo, dê um duplo clique no atalho que está na sua área de trabalho e ele irá abrir o Sun SPOT Manager na aba de tutoriais. A parte que mais nos interessa é o Solarium:

Sun SPOT Manager - Solarium

É aqui que nós temos acesso ao emulador do Sun SPOT – clicar no pequeno botão escrito "Solarium" no canto inferior direito irá abrir o espaço do emulador (e também da onde você visualiza os Sun SPOTs reais que você tiver conectado ao seu PC).

Sun SPOT Solarium - Emulador

Ao ir no menu "emulator" e selecionar a opção "new virtual spot", você irá ver a imagem de um pequeno spot na sua tela:

Sun SPOT - virtual spot

Pronto, esse é o emulador. Ao clicar com o botão direito sobre o Virtual SPOT você vai ver a opção "deploy MIDlet bundle", que é onde você irá selecionar o programa que você fez para testar no SPOT… o que nos leva, claro, ao passo seguinte: como fazer um programa para o SPOT?

Desenvolvendo para Sun SPOT no NetBeans

Se você instalou o Netbeans junto do Sun SPOT Manager, você já deve ter os plugins necessários. Mas como esse não é o caso de muitas pessoas, vamos ver como instalar os  plugins necessários. Em primeiro lugar, você deve fazer o download do plugin que irá adicionar um novo Update Center ao NetBeans.

Para instalar esse plugin, abra o Netbeans e vá no menu "Ferramentas" -> Plug-ins.

Netbeans - Instalar Novo Plugin

Na aba "baixados", selecione "adicionar plug-ins" e escolha o plugin que você acabou de baixar. Depois de instalá-lo, vá em plug-ins disponíveis e recarregue o catálogo. Instale os plugins da categoria SunSPOT que irão surgir:

netbeans - sunspot plugin

Depois disso, crie um novo projeto na categoria "Java", do tipo Sun SPOT Application:

Netbeans - Novo Projeto de Sun SPOT

Você vai ver que ele já cria uma classe padrão, a StartApplication.java, que tem todos os "imports" e inicializações necessárias para fazer seu Spot funcionar – na realidade, este já é um programa que você pode testar no seu emulador. Não que ele seja muito úteil – ele se resume a ficar piscando um led enquanto você não abertar um botão.

O código para isso se encontra no método startApp():

Sun SPOT - Example Code

A primeira linha usa um método para recuperar o Switch 1, o primeiro led é colocado em um cor ligeiramente vermelha na segunda linha e então inicia-se um laço que é executado enquanto o Switch 1 estiver "aberto" (um switch fecha um circuito quando está pressionado, por isso a expressão "open", já que quando ele não está pressionado ele deixa um circuito aberto): Liga o led, espera um um quarto de segundo, desliga o led, espera um segundo e reinicia o processo.

Quando o switch é pressionado, o programa sai do laço e o notifyDestroyed serve para dizer que o programa foi encerrado (o que chama o destroyApp, que não faz nada além de se certificar de que todos os leds estão apagados neste caso).

Para construir o programa e testá-lo, você deve construi-lo, clicando com o botão direito sobre o projeto e selecionando "construir". Isso irá gerar um jar na pasta "suite" do seu projeto.

Agora, só falta a parte mais divertida: finalmente testar seu projeto "Hello, world!".

Testando o Projeto no Emulador

Lembram-se de que eu falei lá em cima que iríamos testar o aplicativo no Solarium? Volte para o Solarium, onde você criou o Virtual Spot, clique com o botão direito sobre ele,  em "deploy MIDlet bundle" e então selecione o jar que você criou.

Para testar, clique com o botão direito sobre o SPOT, "Run MIDlet" -> "StartApplication". Pronto, você terá seu super-bacanérrimo… SPOT que pisca o LED!

Se você clicar novamente com o botão direito e então em "Display Sensor Output" -> Internal frame, você irá ver também os valores dos sensores (que você também pode alterar através dessa interface), como abaixo:

Sun SPOT - emulador rodando exemplo

E aqui nós terminamos a primeira parte do tutorial. Espero que na próxima parte nós já estejamos fazendo coisas mais interessantes do que piscar LEDs, não? 😉

De qualquer maneira, se você se interessou, não fique me esperando: existem muitos tutoriais que vem com o próprio Sun SPOT Manager, no site oficial…

E, gente, tutoriais assim dão um *** trabalho para fazer, então, se vocês gostaram, percam dois segundos da sua vida e comentem :p Eu sou uma pessoa carente. Ainda mais agora que meu namorado vai passar um mês fora. *sniff* * abraça todos os leitores do blog*

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Publicado por: miwi | janeiro 4, 2009

Uma Idéia Para uma Startup (Que Não Daria Certo)

il celo in una stanza

Sabe aquelas idéias mirabolantes e geniais que você costuma ter na calada da noite, numa crise de insônia (ou, como costuma acontecer comigo, enquanto toma banho)? Que você fica lá, namorando, pensando em como a idéia é boa, que você realmente gostaria de levá-la adiante, mas nem sabe direito por onde começar… e que se é tão boa, porque ninguém teve essa idéia antes… e, na verdade, eu acho que aquilo nem daria certo… ah, "que empenho"…

Aí de repente você está lá, por aí, e de repente… "ein, isso me é familiar". Pois é. Em algum lugar completamente inesperado você descobre que a sua idéia já saiu do papel. É impossível não ficar com aquela sensação de "malditos, roubaram minha idéia!", embora a única maneira disso poder acontecer seria com a ajuda de uma máquina do tempo. E um leitor de mentes – ou um Vulcan. O que for mais conveniente.

Pois é. Isso acaba de acontecer comigo.

 

Os "Copiões"

O nome do site é "Amie Street", e se trata de um site cujo foco é vender música… ou melhor, cujo objetivo é LEVAR músicar aos seus ouvintes, já que muitas das músicas encontradas no site são gratuitas.Amie Street - Community-driven Music Sales

 

Mas, qual é o modelo de negócios? Como isso pode ser "sustentável"? Ou, ainda, como esse site é diferente do Jamendo, um site de músicas sob licença Creative Commons que eu adoro?

Simples: as músicas COMEÇAM gratuitas, mas conforme são baixadas e se popularizam, seu preço vai subindo – até o preço máximo de 98 centavos. Sim, isso quer dizer que, por mais popular que seja uma música nesse site, ainda assim ela será mais barata do que em praticamente qualquer site de venda de músicas por aí.

Além disso – veja só que bacana! – você pode recomendar músicas que você comprou. E, conforme o preço da música for subindo, você ganha por ter recomendado aquela música! Funciona assim: você compra uma música por, digamos, 20 centavos de dólar e a recomenda. Algum tempo depois, essa música vira um hit e passa a ser vendida por 98 centavos de dólar. Você ganha a diferença de 78 centavos de dólar na sua conta para gastar na compra de outras músicas.

Eu percebo um potencial de "viral" fantástico nesse tipo de coisa, vocês não?

Down Down DownPara testar o programa, comprei uma música:  a Lover Run for Cover, deste álbum, por 26 centavos de dólar. Para ouvir um trecho da música (ou de qualquer outra música do site) é só clicar no botão de "play" ao lado do nome da música, e um simples e efetivo player irá se abrir no rodapé da página e tocará a música via stream.

O processo de pagamento é simples e, novamente, eficiente: você pode escolher pagar com cartão de crédito ou PayPal, num certo número de créditos. Comprei três dólares de créditos (o mínimo possível) via PayPal e já recebi o link para baixar a música.

Aliás, o sistema de créditos também é interessante, já que valoriza os "aficcionados" por música: para comprar 50 dólares de créditos, você paga apenas 40 dólares, e para comprar 100 dólares de créditos, você paga apenas 75.

Você precisa de mais algum tipo de recomendação para um site como esse, que ajuda de maneira tão fantástica os músicos independentes? Que premia as músicas realmente "populares", mas que dá a chance para todos serem "descobertos"? Sério. vai lá.

Se faltava alguma coisa, as músicas são DRM-free, o que quer dizer que elas são aprovadas pelo xkcd. Extra-extra-points!

 

A Minha Idéia? Ah, a Minha Idéia era Assim…

Eu fico realmente indignada com a falta de opções para a compra de músicas online. Não apenas no Brasil, já que além de tudo sou barrada em boa parte dos sites de compras por ser, bem, brasileira. Mas, especialmente, ESPECIALMENTE, com a falta de opções brasileiras para se comprar música.

Sério. Opções para se comprar música online no Brasil, o que é isso? Fora os sites do UOL e do Terra, você conhece mais algum? E mesmo esses dois "grandes" sites, oferecem uma seleção limitada. MUITO limitada. E de um modelo de negócios no mínimo REVOLTANTE.

Eu me lembro de dar uma olhada no catálogo e resolver que queria comprar algo, para testar. Achei um álbum do AC/DC e pensei "cool!" e já fui feliz, pensando em comprar Hell’s Bells, uma das minhas favoritas.

Bom, aquele era um dos álbuns, dentre muitos, que não me dava a opção de baixar uma única música. Eu só tinha a opção de – AI, sinto um arrepio de indignação só de lembrar – comprar o álbum INTEIRO.

Pausa para efeito dramático, por favor. Releiam: em pleno século 21, em plena web 2.0, em "conteúdo gerado pelo usuário", em "democratização da internet", nós temos um sistema de venda de músicas tão idiota ao ponto de não me permitir comprar apenas as músicas que me interessam?

Sem falar na escolha inteligentissima de colocar as músicas a preços altos, ao invés de oferecer descontos para aquelas músicas que estão, por assim dizer, "encalhadas". Ou pacotes promocionais para os álbuns que vendem muito bem.

Eu senti vergonha alheia, juro.

Desde aquele dia, fico imaginando como seria um VERDADEIRO site voltado à venda de músicas para o mercado brasileiro.

Registro aqui os pontos principais de como seria o meu projeto, se eu sequer tivesse como levá-lo adiante:

  1. Facilidade de uso seria um dos pontos principais do site. O outro ponto principal seria descobrir músicas novas. Se for para escolher uma "visão", seria algo como "levar música do músico ao ouvinte da maneira mais simples possível, para ambos os lados".
  2. O pagamento seria facilitado: você colocaria créditos, de valores baixos a mais altos, com "bônus" para quem colocasse mais créditos, tal qual o AmieStreet. Aceitaria pagamentos por PagSeguro, boleto bancário, cartão de crédito.
  3. Como o mercado móvel cresce muito no Brasil, especialmente no quesito de músicas e toques, o site seria desenvolvido pensando nesse público: um site móvel para ser facilmente visualizado pelo celular, uma maneira rápida para comprar e baixar músicas direto para o seu celular.
  4. Como os usuários teriam de se registrar, pediria-se informações sobre onde a pessoa mora – mais especificamente, em que cidade/estado. Com base nisso, seria possível gerar relatórios para os artistas, para que eles soubessem em que regiões do pais estão mais populares e, também, isso poderia ajudá-los a planejar shows nestas regiões.
  5. Criar "pontes": os ouvintes poderiam se comunicar com os músicos, deixando-lhes recados, assim como os músicos poderiam ter sua própria página onde falariam sobre si mesmos, expor sua agenda de shows, um link para a página do grupo, etc.
  6. Dar liberdade para a comunidade: além de poderem opinar sobre músicas (desde que as tenham comprado, para evitar "arruaceiros"), os ouvintes também podem comparar bandas, no estilo "isso se parece com isso", além de criar mini-comunidades nas quais os ouvintes pudessem conversar e trocar sugestões sobre estilos, conversar com ouvintes da mesma região, etc.
  7. No lastfm existe uma coisa muito bacana (embora pouco usada por brasileiros, creio eu… existem vários shows no Brasil, mas poderiam existir bem mais cadastrados), a de agenda de shows: você pode conferir shows de suas bandas favoritas, shows na região em que você mora… o legal seria implementar algo assim também, que pudesse ser acompanhado por fãs de uma banda, ou interessados em saber quais shows estão agendados para a sua região. E, depois dos shows, quem foi poderia escrever sobre como foi o show.
  8. Criar "coletâneas" a preços promocionais, juntando músicas já famosas com músicas "semelhantes", para popularizar músicas que ainda não chegaram ao topo.
  9. Fornecer material promocional junto com as músicas, como papéis de parede (desktop e celulares), temas, etc.
  10. Disponibilizar as letras das músicas de maneira clara e sem a necessidade de ter de comprar a música para vê-las (já que isso não faz muito sentido)

Algumas coisas eu vi no AmieStreet e achei muito interessantes: a política de preços, a bonificação para quem recomenda músicas que se popularizam.

E está dando certo: o site já conta com mais de um milhão de músicas, e no final deste ano inaugurou uma nova versão do seu site, ainda mais voltada para a comunidade. É a prova de que algo assim pode dar certo.

E aí, nenhum grande empreendedor com o dinheiro para levar isso adiante se interessa, não? A página de contato está logo ali em cima…

 

Publicado por: miwi | dezembro 31, 2008

Se você tem um projeto, comece agora!

crafty corner || cantinho craftyEu estava querendo mudar a cara do blog há mais de um mês… escrevia em bloquinhos, no Google Docs, estava cheia de idéias. Mas as coisas simplesmente NÃO estavam indo para a frente. Obviamente, isso não acontece apenas com o blog – eu poderia encher um caderno com pequenas e grandes idéias que eu tenho e que, por um motivo ou outro, não levo para a frente.

De repente, eu decidi que ia começar mudando o blog. Mudei o layout, deixei-o mais com cara de ‘site’ para tentar deixá-lo mais organizado. Aliás, organização é justamente um dos meus maiores problemas – tenho uma séria dificuldade em conseguir manter as coisas numa ordem minimamente lógica e embora eu às vezes não me importe com isso (só eu preciso encontrar minhas anotações de aula, então pouco importa que eu seja a única pessoa que consegue encontrar qualquer coisa no meio das minhas anotações. Isto é, eu e o meu namorado, que normalmente acha as minhas coisas quando eu não consigo.), no caso do site isso me incomodava um pouco. Passou a me incomodar muito. Eu imaginava alguém querendo conhecer o blog numa área específica e não conseguindo.

O "re-design" do blog ainda não está pronto, mas pelo menos eu já comecei. Fiz um pouquinho em um dia – coloquei o tema "Options" que, como o nome diz, é repleto de opções – e continuei nos outros dias… coloquei adsense e hotwords na vã esperança de conseguir alguns trocados para pagar meu domínio e, quem sabe, ajudar a investir em alguns outros projetos relacionados a internet que eu tenho. Em outros quinze minutos de folga, achei uma figura mais bonitinha para chamar a atenção para o link de feeds ali do lado. Aos pouquinhos eu fui levando meu projeto para a frente.

Mas isso só começou a acontecer depois que eu comecei a fazer algo. Mesmo há mais de um ano, quando eu comecei o blog, eu queria muitas coisas – queria um blog legal, que me desse dinheiro, que fosse conhecido pelos outros blogs da área… bom, obviamente, o blog não era nada disso. Comecei bem devagar, quase parando. Não achava que teria mais do que dez leitores. E no início, não tinha mesmo.

Não vou dMi primer cheque de Adsenseizer que hoje eu seja um super exemplo de "blogueira super bem sucedida", eu recebo poucas centenas de visitas por dias, não tenho nem 100 leitores no meu feed. Sou alguém morando no trailer da esquina perto de muitos blogueiros do país e vocês dificilmente vão me ver com um cheque do adsense assinado como o cara feliz aí do lado, porque eu provavelmente nunca vou ter um saldo que valha à pena ser mostrado assim na internet. Mas eu considero o meu próprio blog um sucesso. Explico: criei-o para conhecer outras pessoas, para achar outras pessoas, para compartilhar idéias, conhecimento. E acho que consegui isso. Eu fico radiante e feliz  sempre que recebo algum comentário de alguém que curtiu o blog, de quem conseguiu fazer algo por causa de algum tutorial que eu coloquei aqui… eu quero continuar evoluindo o blog, mas eu certamente estou MUITO feliz com ele.

Logo quando eu comecei a mudar o blog eu encontrei esse post no blog do Smart Bear, cujo título é bastante sugestivo: Sua Idéia É Uma Merda, Agora Vá Fazê-la Mesmo Assim. Não importa muito qual é a sua idéia inicial: você provavelmente não tem muita idéia do que quer fazer, e provavelmente quer ter um plano muito bem projetado. As melhores empresas não costumam começar brilhantes, executando tudo de maneira excelente.

Não, nem a Apple, Mac-fanboy.

Os exemplos colocados naquele post são excelentes. Meu favorito? A descrição do início do projeto de uma dupla que queria uma alternativa para pagamentos para pessoas com Palmtops. Consistia no seguinte: Você conectava dois Palmtops e o pagador registrava a conta e, assim que o Palmtop se conectasse à internet, ele mandaria um registro do débito na conta do pagador. em um servidor Algo assim. É o tipo de coisa que você pensa "que idéia de jerico!". A empresa dos dois hoje é conhecida como PayPal. Se eles estivessem esperando ter a idéia perfeita, ela nunca chegaria. Mas como eles se puseram a fazer alguma coisa, eventualmente ação e teoria se encontraram e o conceito do Paypal amadureceu.

E isso não é exceção: quantas vezes vocês não começaram algo com uma idéia e terminaram com algo BEM diferente? (o que nem sempre é algo bom, claro. A maioria dos meus desenhos é um exemplo disso – são lindos na minha mente, mas há um problema na conexão mente~papel… deve ser culpa do lápis!)

 

Resoluções de Ano Novo

Playing with blue fire É o último dia do ano – é hora de ver como foi o ano e o que você espera para o ano que vem, ver quais são suas resoluções para o ano novo. Como eu não ando com muita vontade de fazer retrospectivas, vamos pular direto para a parte de resoluções: vou começar – e continuar – mais projetos! Eu tenho algumas idéias para o blog, e espero colocá-las em prática, uma por uma. A primeira é fazer uma parte no rodapé para linkar meu Twitter, meu LinkedIn, meu Orkut enfim, deixar vocês fuçarem minha vida e verem como eu sou moderninha e descolada por fazer parte de tantas redes sociais inúteis atuais e relevantes. (Maldade: O LinkedIn é útil de verdade. Já o twitter e o orkut… 8D)(já adianto: nem tentem me adicionar no LinkedIn e no Orkut se eu não conheço vocês. Seriously).

As outras idéias são mais relevantes, mas eu ainda não quero falar sobre elas. Quando eu fizer algo, vocês vão ficar sabendo. 🙂

Mas eu pretendo ser cada vez ativa, e não me deixar levar por milhares de planejamentos. Fazer mais, me preocupar menos.

Eu não sou uma pessoa muito experiente, mas eu observo muito, leio muito – e tenho observado algumas constantes. Que grandes empreedimentos não são feitos de super idéias que surgem em relampejos de inspiração, mas de muito suor, do melhoramento contínuo. Que os "grandeś" não são grandes porque sempre tiveram excelentes idéias, mas porque sabiam que deveriam continuar – quando caiam no chão, se levantavam e diziam "oras, se isso não dá certo, vamos ver o que dá…" e iam tentar de novo. Muitos caem, pensam "eu sabia que ia dar errado mesmo…" e anos depois ficam se perguntando qual o segredo do sucesso dos grandes.

E se aquela dupla lá em cima tivesse parado ao perceber que o programa de PalmTop era uma idéia de jerico? Certamente não teriam aproveitado a boa idéia de criar um servidor para transações monetárias de alta confiabilidade e não seria a empresa grandiosa e que movimenta quantidades assombrosas de dinheiro a todo instante que é agora.

Querer ter o plano perfeito é mais uma maneira de sempre deixar aquele plano "para depois". Aquela firma que você vai abrir quando você tiver oportunidade, aquele livro que você vai escrever quando tiver tempo… tempo e oportunidade são criados, não encontrados por aí.

Eu não estou dizendo que você deveria agir como um "porraloca" e sair fazendo todos os planos mirabolantes que você tem. Não é abandonar seume & my camera, mirror self-portrait emprego seguro (e isso ainda existe?) para ter tempo de viajar o mundo e bater fotos para o seu livro revolucionário sobre o crescimento de mato ao redor do mundo. Você não vai fazer seu super plano mirabolante em um dia, ou em uma noite. Mas se o seu grande plano envolve criar um livro de fotografia, que tal começar comprando uma máquina fotográfica? Comece com uma amadora. Tire muitas fotos nas hortas vagas. Leia – seja na internet, livros, revistas – e pratique mais. De repente você tira as fotos do churrasco do aniversário de um amigo e alguém diz "cara, que fotos legais!" e de repente você consegue um bico para tirar umas fotos em uma festa de fim de ano da empresa, levanta uns trocados, compra uma máquina melhor…

Um passo de cada vez. Um tombo de cada vez. Uma lição de cada vez. Do alto dos meus 21 anos, eu tenho lido a respeito, convivido com profissionais das mais diversas áreas, e acho que aprendi algumas coisas. Não há "segredo" para o sucesso – o que as pessoas provavelmente não querem saber é que isso envolve muito esforço, dedicação. Envolve se levantar depois de um tombo. Envolve fazer um pouquinho a cada dia. Exige uma inconformação, um desatino, uma eterna não-satisfação: não importa onde você já chegou, sempre é possível ir além. Mas ir além é sempre perigoso.

Estou sempre inquieta, com mil coisas na cabeça. Isso me perturba, sempre me deixa um pouco incomodada. Mas eu sei que isso é necessário se eu quiser realizar meus planos, meus projetos – até mesmo meus sonhos. Se você também se sente inquieto, um consolo: isso é necessário para realizar grandes coisas. Fazer, levantar e levar adiante um projeto é algo estafante, cansativo, estressante, e só é possível fazer isso se você tiver a íntrinseca certeza de que precisa melhorar algo, se realmente estiver apaixonado pelo que faz.

Mas, um passo de cada vez.

Se o seu projeto envolve sites, registre um domínio, coloque uma mensagem de "soon". Essa mensagem ficará lá, lhe observando, inspirando-o a continuar e colocar algo depois daquela mensagem.

Se ele envolve fotografia, aprenda sobre fotografia. Importune aquele seu amigo que entende do assunto, tire fotos, faça bicos.

Se você quer ser webdesigner, registre seu domínio, comece um portfolio. Faça alguns para aprender, faça um para alguém da família. Fale com quem você conhece, fale que está começando, que gostaria de pegar algum projeto… numa dessa você descobre o vizinho do cunhado da sua prima que está precisando de um site

Você quer ser um gamedesigner, um desenvolvedor de jogos? Leia. Estude. Escreva o que você sabe. O Rodrigo Flausino é um exemplo de alguém que hoje sabe muito sobre o assunto e provavelmente não começou sendo tão "pop".

E você? Qual sua resolução de ano novo? Qual o projeto que você está sempre adiando? Que tal levá-lo adiante em 2009?

 

 

 

Publicado por: miwi | dezembro 29, 2008

O Problema dos Leitores de Feeds

Mozilla pins (wallpaper)Meu leitor de feeds ideal teria navegação por tags. É, uma nuvem de tags bem bonita, bem grande, onde eu pudesse ir clicando nas tags e ir vendo posts com aquela tag. "Ah, hoje estou com vontade de ler sobre o xbox 360… não, quero ler sobre cores… ah, sobre o wordpress! Isso, quero ler sobre o wordpress!". Saberia o que eu quero ler. E iria sugerir, de maneira bem delicada. "Olha, já é o quinquagésimo post com webcomics que você lê hoje, tem mais alguns ali…".

Quer dizer, porque algo tão simples tem de ser tão difícil? Eu sempre coloca tags nos meus posts, e essa é uma prática comum em boa parte dos blogs. Por que não aproveitar isso? Eu fico lá, olhando para o Google Reader e imaginando por que um leitor de feeds, que deveria ser, assim, uma coisa super  "web2.0", é tão apática em funcionalidades.

E não se trata de um problema exclusivo do Google Reader, muito pelo contrário: eu tenho pesquisado MUITO sobre alternativas ao Google Reader e simplesmente não tenho encontrado. Aliás, alternativas eu até encontrei, o que faltou foi evolução.

RSS não é solução, é problema – vá para a aba do seu leitor de feeds, encare aqueles 15.000 itens não lidos e me diga se não é verdade. Há um vídeo bem conhecido no Youtube, o "Did You Know? 2008", com diversos fatos relacionados ao excesso de informação que nós temos nos dias de hoje:

Bacana, né? Pensem bem naquela parte que diz que hoje em dia nós temos acesso, em um ano, a mais informação do que uma pessoa do século passado tinha durante toda a sua vida. Francamente, não há como discordar, e um dos maiores dilemas atuais é justamente em COMO lidar com isso. Houve um tempo no qual a internet era mais simples e você descobria sites novos em revistas, anotava num caderno, visitava de vez em quando. Notícias atuais eram coisa para revistas e jornais, não para a internet, que naquele tempo engatinhava.

Hoje em dia, as notícias que você lê nas revistas já tem gosto de pão amanhecido. Cito a alegria de uma prima, logo após eu lhe mostrar o Google Reader com as assinaturas de alguns jornais: "uau, as notícias que estão passando agora no jornal do almoço eu já li hoje de manhã na internet!". Ela ainda é feliz, com seu recém descoberto Google Reader e suas 10 assinaturas.

Quantas assinaturas você tem? Eu tenho cerca de 500, ou coisa assim. Já parei de contar. Aquelas 15.000 itens não lidos que eu citei ali em cima eu não tirei da minha imaginação, garanto, mas de algumas telas infelizes que eu já vi na minha frente. Já desisti de estar em dia com minhas leituras – nem quero. Perderia o dia inteiro lendo se fosse ficar com certas coisas em dia. E eu ainda trabalho, estudo, namoro, jogo… ler sobre assuntos interessantes é legal, é ficar em dia com a minha área, é uma maneira de relaxar. Não deve ser uma obrigação.

Peneira

Acho que as únicas seções que sempre estão em dia são as seções de quadrinhos e fotos engraçadas. Se não dá para ser produtivo, pelo menos vamos nos divertir, não é mesmo? As seções de games crescem de maneira exponencial – eu não tenho sentido muita vontade de jogar nas últimas semanas, de tal forma que meu interesse por ler sobre jogos diminuiu consideravelmente. Os meus feeds, obviamente, não sabem disso, e continuam lá, crescendo exponencialmente. Eventualmente eu vou acabar indo lá e marcar tudo como lido.

Peneirar Informações: Uma Necessidade Não Atendida

Os leitores de feeds parecem parados no tempo – não se trata apenas de colocar todas as informações num mesmo lugar, mas de FILTRAR essas informações. Analisá-las. Com o poderio computacional de hoje em dia, com as ferramentas disponíveis, porque a melhor maneira de analisar o que parece mais interessante continua sendo a minha leitura dinâmica na hora de ler os títulos dos posts?

Se temos ferramentas como tags, como pageranks, como o digg e outras ferramentas do gênero, porque não integrar isso para que possamos ler apenas o que nos interesse, dentro dos sites que nos interessam?

Há tentativas de fazer isso, com outras ferramentas. Uma que me chamou muito a atenção é o FeedVis – ele analisa seus feeds e você vê nuvens de tags, de acordo com períodos. Tags maiores foram mais usadas, tags verdes foram mais usadas nesse período do que em outros. É absurdamente interessante, e é uma pena que eu não saiba como integrá-lo ao Google Reader.

Pessoal do Google: esse projeto tem código aberto! Vão lá, olhem como se faz e evoluam o Reader! E de quebra, porque não contratam um rapaz de visão como esse?

Aparentemente, uma ferramenta que atrai muito a atenção dos desenvolvedores é a de descoberta de feeds. Essa função no Google Reader é sensacional, muito boa! Maravilhoso, agora eu tenho MAIS feeds que eu nunca vou conseguir ler!

Dêem-me tags! Mostrem-me quando um post estiver em alta no Digg, e de maneira direta, clara! Alguns feeds até tem algo parecido. No rodapé do post. Em azul claro. Preciso dizer que eu nunca vejo isso?

Existe o Yahoo!Pipes, mas ficar criando "canos" é simplesmente… estático demais. A menos que eu pudesse criar um cano escrito "pegue meu arquivo OPML e me entregue os itens que me interessam hoje, nesse momento". Como o Yahoo! não é vidente, fica difícil imaginar uma funcionalidade como essa.

Quando eu assino centenas de feeds, eu não quero LER tudo aquilo. Eu não quero ter de processar TODA aquela informação. É a minha maneira de tentar concentrar as fontes de informação que eu considero mais interessantes, mais atuais, mais relevantes.

O Google acha que isso significa ter um Google dentro do Google, já que a parte de "pesquisar em feeds" funciona muito bem. Ou caso. Porque não aproveitar e me mostrar o PostRank, a popularidade dos posts encontrados? Não, eu tenho apenas uma lista de resultados em ordem cronológica reversa. Só.

Falta relevância, critério. Claro, são características importantes que o LEITOR (a pessoa, não o programa) deve ter, mas se a tecnologia nos permite acesso a TANTAS informações, porque não classifica-las de maneira mais eficiente? Não é como se já houvessem boas ferramentas para isso: Digg, FeedVis, PostRank… falta integrá-las! Novamente, eu tenho mais o que fazer do que ficar visitando dez sites diferentes para conseguir ver quais são as notícias mais relevantes dentro das minhas áreas de interesse…

Lindos sonhos!!!!!O Meu Leitor de Feeds dos Sonhos…

Seria assim: seria tipo um Google Reader, mas com algumas coisinhas a mais:

  1. Navegação por tags. Tags contextuais, que me dissessem quais são as mais populares naquele período, quais estão menos populares naquele período.
  2. Classificação por relevância. União de Digg e outras ferramentas do gênero. Relevância, relevância, relevância! Chega de perder tempo com textos irrelevantes!
  3. Análise de interesses. Faz semanas que eu não leio sobre jogos, tire esses feeds da minha frente! Deixe-me colocar categorias na geladeira e tirá-las quando for do meu interesse, mostre-me posts de outras categorias antes de me mostrar posts sobre jogos.
  4. Deixe-me ver meus feeds de maneiras diferentes! Deixe-me ver apenas as imagens e ler os posts daquelas imagens que mais me interessarem (imaginem o quanto isso seria útil na minha categoria de Design…), deixe-me ver quais são os vídeos, as músicas que estão sendo compartilhadas!

Será que estou sonhando demais? Será que em breve teremos um "leitor de feeds 2.0" (ah, essa odiosa mania de 2.0! Eu sei, eu sei, faço apenas para irritar…)? Alguém faz alguma aposta? Alguém tem o mesmo sonho? Mais alguém está insatisfeito com o Google Reader (mas o mantém aberto numa aba bem ali do lado)?

 

 

Publicado por: miwi | dezembro 28, 2008

Configurando Um Tri-Boot: Windows, Ubuntu e openSolaris

Ubuntu logo
Image via Wikipedia

Como vocês já sabem, faz algum tempo que eu estou usando o Ubuntu como meu sistema operacional preferencial, já que ele funciona melhor do que o Windows no meu notebook – detecta as coisas que é uma maravilha, é mais bonito, tem programas bacanas e, claro, é livre. Mas uma dúvida que eu tinha era… como instalar o Ubuntu? Como criar as partições?

Aliás, não sei quanto a vocês, mas eu sou o tipo de pessoa que treme só de pensar em mexer com partições. Até cheguei a criar uma partição para o Ubuntu com o EASUS, apenas para descobrir que era muito mais prático fazer isso quando estivesse instalando o Ubuntu…

Afinal, como Instalar o Ubuntu depois do Windows Vista?

Isso é EXTREMAMENTE simples – a menos que o seu computador resolva entrar em pane contra o Ubuntu, claro, e faça coisas estranhas como não reconhecer dispositivos e periféricos.

A primeira coisa que você deve fazer é baixar e gravar uma cópia do Live CD do Ubuntu. Depois, é só reiniciar o seu PC com o CD no drive que ele deve iniciar o Ubuntu automaticamente (se isso não acontecer, verifique nas suas opções de boot, aperta F12 ou uma tecla assim ao iniciar seu sistema para entrar na tela de configurações e alterar a ordem de boot para que o boot via CD tenha prioridade).

Depois de ver o Ubuntu funcionando e verificar que ele está detectando seus dispositivos (pelo menos uma parte razoável deles), é só clicar no link de "instalar" no desktop. O processo não poderia ser mais simples, é o tipo de processo que você vai clicando e quando você vê está pronto.

Uma descrição completa de como proceder pode ser encontrada na wiki do Ubuntu, mas eu acho que a única parte que realmente merece uma atenção especial é justamente na parte das partições:

Particionando o disco para instalar o Ubuntu

Você deve escolher o modo "GUIADO" e então redimensionar sua partição conforme desejado – esse screenshot, retirado do wiki do Ubuntu, é antigo e atualmente essa tela é bem mais… simpática, e deve ser mais simples selecionar o tamanho desejado da sua instalação.

O mais indicado é criar uma pequena partição para o Ubuntu (15~25 GB), onde cabem com tranquilidade o sistema e todos os programas que você quiser, e criar outra partição em sistema NTFS (seja com o EASUS ou com o Parted Magic… embora eu prefira o Parted Magic) para colocar suas músicas, vídeos, jogos, etc, que poderão ser acessados tanto pelo Ubuntu quanto pelo Windows.

Mas, claro, isso vai de cada um. 🙂

Depois disso, você já deve estar com o Ubuntu e o Windows em dual-boot sem maiores problemas 🙂

Se você quer um bom sistema operacional alternativo ao Windows, você pode parar por aqui. Mas se você está querendo aprender mais sobre seu pc e sobre os diferentes sistemas operacionais, você possivelmente vai querer instalar outros sistemas operacionais.

Aqui, eu instalei também o openSolaris, criando um verdadeiro tri-boot – mas, atenção, o openSolaris não é nem de longe tão "amigável" quanto o Ubuntu, embora seja consideravelmente mais simpático do que os meus primeiros contatos com o mundo "aberto", no qual instalar periféricos simples era um verdadeiro pesadelo.

Skin Open Solaris para NotebookopenSolaris? O que é isso?

O openSolaris é uma distribuição open source do sistema Solaris, da Sun Microsystems. Tá, mas e daí? O que esse sistema tem de interessante para que eu queira instalá-lo?

Bom, por ser da Sun, espera-se um suporte razoável a aplicações relacionadas a Java e outras tecnologias da empresa, o que é bom para quem desenvolve em Java.

Por acaso, eu sou uma desenvolvedora Java. 

Algumas outras ferramentas interessantes para desenvolvedores são o DTrace, para diagnosticar perfomance de sistema, debug, etc, o sistema de arquivos ZFS, criado pela Sun, além de ter várias outras ferramentas às quais os usuários Linux já estão acostumados: gerenciador de pacotes, interface gerenciada pelo Gnome, etc.

Mas o melhor motivo mesmo é ter o open Solaris para poder usar um skin no seu notebook como o da foto acima… lindo, não? Ainda vou comprar uma skin bacana para o meu notebook… ou eu aceito de presente. Sério. Meu notebook tem tela de 13.3". Não que eu saiba porque eu ainda digo que aceito algo como presente, já que nunca deu certo mesmo…

Enfim, sem devaneios! Vamos ao que interessa: como colocar o Open Solaris num sistema que já tenha o Ubuntu (ou outra instalação Linux qualquer) e Windows.

Há uma alternativa interessante para quem quer testar o sistema sem precisar baixar o Live CD: o OpenSolaris Learning Cloud. Você tem de se registrar (o registro é gratuito) e então se logar no sistema e ver como ele funciona, direto do seu browser, sem precisar configurar nada. Não cheguei a testar aqui porque a minha internet está TERRÍVEL, mas se alguém testar, por favor, diga o que achou da experiência.

Baixar e Instalar Open SolarisInstalando o Open Solaris

Ao contrário do Ubuntu, o instalador do open Solaris não é lá muito bom com partições – é melhor você criar uma partição para ele primeiro com o Parted Magic.

Atenção: Deve ser uma partição do tipo linux-swap (que tem a mesma descrição do tipo do Open Solaris e por isso é reconhecido pelo sistema) e deve ser uma partição PRIMÁRIA. Se você criá-la dentro da partição extendida, o open Solaris não irá reconhecê-la.

Para criar a partição, utilize o GParted (via Parted Magic, embora você possa abri-lo de dentro do Ubuntu, eu não acho muito recomendável), redimensione alguma partição para poder criar mais uma partição primeira ou formate uma partição primária existente para o formato de Linux-Swap.

Feito isso, você já pode baixar e gravar o Live CD do Open Solaris, reiniciar o sistema com o CD no drive e ir para o Live CD do Open Solaris.

Novamente, você pode brincar um pouco com o sistema antes de resolver instalá-lo, embora eu normalmente nem preste muita atenção nisso, já que a perfomance do sistema rodando via CD é ridícula, ao menos no meu notebook.

É só clicar em instalar, esperar um pouco (demorou um bocado para aparecer a tela de instalação, foi só comigo?) e ir seguindo os passos. Novamente, é bem simples, só precisando de um pouco de atenção na hora das partições: Escolha a partição primária que você criou e não mexa nas outras.

Feito isso, a instalação é bastante simples. É só terminar e, quando você reiniciar, vai ver o GRUB com o Open Solaris e o Windows… MAS PERAÍ, CADÊ O UBUNTU?

Pois é. Ele não reconhece o Ubuntu. O negócio é:

  1. Recuperar o GRUB do Ubuntu
  2. Adicionar uma entrada para o Open Solaris no GRUB do Ubuntu

Para a primeira parte, aqui estão os passos:

  1.  Efetuar o boot pelo LiveCD;
  2. Abrir o terminal e digitar

    sudo grub
     

  3. Digitar

    find /boot/grub/stage1
     

  4. O resultado vai ser algo do tipo "(hdX,Y)". Digitar, então

    root (hdX,Y)

    onde X e Y são os valores encontrados como resultado do comando find.
     

  5. Digitar

    setup (hdX)

  6. Digitar

    quit

     

  7. Reiniciar o sistema. Deve funcionar.

Esse é o jeito mais simples de recuperar o GRUB, e deve funcionar na maior parte dos casos. Se der algum problema com o Live CD do Ubuntu, você pode tentar com outro live CD de distribuição semelhante, como do Linux Mint ou do Debian.

Outros métodos para recuperar o GRUB podem ser vistos aqui.

Claro, outra maneira de fazer isso seria instalar o Ubuntu depois do Open Solaris. Se você estiver indo instalar os dois, fica a dica – mas como o Ubuntu é um sistema mais conhecido, é provável que muitas pessoas já o tenham quando forem querer instalar o Open Solaris e é importante saber como recuperar o GRUB antigo, não é mesmo?

Para a segunda parte, de adicionar uma entrada para o Open Solaris, consiste no seguinte:

  1. Abra o terminal
  2. Digite sudo gedit/kate/pico/(insira aqui seu editor de texto simples favorito) /boot/grub/menu.lst
  3. Adicione isso no final do arquivo, depois da última linha:

    title Open Solaris
    root (hdX,Y)
    chainloader +1

  4. Onde X e Y correspondem à partição do Open Solaris. Dica: X é o número do HD. Se você só tiver 1, esse número será 0. Se você tiver mais de um, o número do primeiro HD é 0, do segundo é 1, e assim por diante. O Y é a partição lógica. Se estiver na dúvida, abra o GParted (digitando sudo gparted em um terminal ou indo em Sistema -> Administração -> Editor de Partições) e veja qual a partição do Open Solaris. Se for sda6, Y será igual a 5, se for sda5, será igual a 4, e assim por diante (essa diferença de 1 se deve ao fato da contagem começar em 0).
  5. Pronto! 🙂

Agora, você já pode ter seu sistema com três sistemas em tri-boot 🙂 Uma última dica, para configurar o teclado no Open Solaris para quemt tem teclado ABNT2 (provavelmente é o seu, se o seu teclado tem cedilha):

  1. Abra um terminal e digite:  pfexec setxkbmap -rules /usr/X11/lib/X11/xkb/rules/xorg (pfexec sendo uma espécie de "sudo")
  2. E depois digite: pfexec setxkbmap -model abnt2 br 
  3. Pronto, está feito 🙂

Espero que aproveitem bem esse tutorial, e que ele ajude algum outro aventureiro por aí. Como não sou uma super especialista no assunto, sintam-se à vontade para elogiar, criticar e fazer correções.

E sintam-se à vontade para me dar uma skin de notebook legal. Sério.

 

 

 

 

 

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Publicado por: miwi | dezembro 27, 2008

Configurando o Vono no Nokia E71

nokia-e71Meu super presente de natal foi um Nokia E71. Eu sei, eu sei – depois de dizer que não tinha muito interesse nos celulares atuais, que iria esperar pelo celular com Android ou que tivesse algumas funcionalidades bacanas como teclado QWERTY, tela touch screen e câmera decente a preços mais acessíveis, é mesmo estranho eu ter escolhido um smartphone como presente de natal.

Mas, como eu estou trabalhando com cada vez mais coisas, envolvida com cada vez mais projetos (mais sobre isso em um texto futuro, prometo!), acabei resolvendo pedir um celular de natal. E um senhor celular!

O Nokia E71 é o celular ideal para workaholics que não conseguem ficar sem se comunicar – com WiFi, 3G, teclado QWERTY completo, é difícil não gostar do danado. Aliás, eu já até usei o Vono quando estava com o celular numa rede WiFi!

Para configurar o Voip, no entanto, foi preciso apelar para o Google, e eu achei esse post no Ramalho.blog. Porém, foi preciso fazer uma pequena mudança para que o serviço funcionasse: ao invés de preencher as informações em servidor proxy, como indicado, deve-se deixar essa parte EM BRANCO. É, só isso.

Um rápido resumo das configurações para quem não quiser ir até o site do Ramalho para encontrar as configurações:

Menu principal -> Ferramentas -> Configurações -> Conexão -> Configurações SIP -> Adicionar Novo

Nome do Perfil: Vono (tanto faz, na verdade)

Perfil de Serviço: IETF

Ponto de Acesso Padrão: seu acesso padrão para wifi (não é muito importante, na verdade, a menos que você sempre costume acessar pela mesma rede)

Nome Público de Usuário: sip:seuloginvono@vono.net.br

Usar compressão: Não

Registro: Sempre Ativado

Usar segurança: Não

Servidor Proxy – Não mude nada aqui, deixe em branco essas configurações!

Servidor de Registro:

  • Endereço do servidor de registro: sip:vono.net.br
  • Domínio: vono
  • Nome de usuário: seuloginvono
  • Senha: suasenha
  • Tipo de transporte: Automático
  • Porta: 1571

Fica a dica para quem tiver a mesma dúvida 😉 Vou ver se faço um review do celular em breve! ^^

No mais, feliz natal, feliz ano novo, feliz páscoa, blablabla… e, visitem o site, eu mudei o layout dele. Comentem! O que acharam do novo estilo? ^_^

    Que raios de título é esse, Cindy? O blog virou lar de devaneios, agora? Não, não… sou uma sonhadora, uma pensadora, uma utópica, mas sou pé no chão e faço o possível para não entrar em discussões de puro pseudo-intelectualismo.

    Renault Clio

    Afinal, de que consciência estou falando?

    Pensei em falar “desafios da auto-consciência”, mas isso poderia evocar idéias que não eram exatamente as que eu desejava. De que tipo de consciência estou falando? Daquela consciência que nos torna mais alertas para o mundo, mais atentos, mais observadores.

    Eu me lembro que, quando entrei na auto-escola, eu aprendi a dirigir em um Clio. De repente, todos os carros da cidade pareciam ser Clios, como se da noite para o dia houvesse ocorrido uma inexplicável promoção de Clios e todas as pessoas da cidade tivessem decidido que deveriam ter Clios – somente isso poderia explicar o fato de que repente eu só conseguia enxergar Clios diante de mim, quando na véspera eu mal percebia tais carros na cidade.

    Com esse exemplo você já pode perceber um problema: quanto disso é consciência, ou seja, a habilidade de perceber algo que se conhece, e quando disso é “vício” de se ver apenas o desejado, tal qual um jovem encontra vestígios da ex em todas as outras pessoas que encontra. Quanto disso é necessário para que seja libertador, inspirador, e não um vício que acorrenta o usuário?

    Voltemos ao caso – digamos que eu passe a dirigir outros carros – Corsa, Palio, enfim, outros carros populares. Ou mesmo um Vectra ou outro carro do gênero. E que de repente um certo carro me chame muito a atenção por algum motivo, como um carro do mesmo modelo de um bom amigo, por exemplo.

    Então, quando eu passear pelas ruas, eu não vou perceber apenas Clios, mas também todos esses carros.

    Da mesma maneira, uma maneira de não enxergar mais um ex em todos os lugares é conhecer outras pessoas.

    Esta é a consciência de que estou falando: aquela percepção atingida quando algo nos chama a atenção, algo como perceber a existência de algo apenas após saber o seu nome.

    retrato-da-monalisa-la-gioconda-leonardo-da-vinci-museu-do-louvre-paris

    Mas por que isso é importante?

    Tenho um especial apreço pelo Renascimento. Ou melhor, pelo Homem Renascentista: um ser que se interessa por todas as áreas: lê livros, ouve música, filosofa, arquiteta. Seu maior expoente é, creio eu, Leonardo da Vinci: um gênio que “rabiscou” e “esboçou” nas mais diversas categorias, obtendo grande destaque em algumas dessas áreas, em especial a pintura, claro. Era um pintor, mas um pintor que fez esboços de helicópteros, estudou anatomia humana como poucos em sua época ousaram fazer – mesmo fazendo coisas impensáveis à época, como profanar cadáveres para estudá-los.

    Seus estudos em anatomia mostraram resultados em suas pinturas: suas personagens apresentam uma anatomia precisa, excelente. Brigava com Michelangelo a esse respeito, desrespeitava-o até.

    Leonardo da Vinci era homem moderno mesmo naquela época, assim como o seria hoje. Leonardo da Vinci já era uma pessoa, assim, “web 2.0” muito antes dos primeiros bits e bytes.

    E é esse espírito renascentista que nós deveríamos fazer ressurgir: que época melhor para termos interesses em todas as áreas do que hoje, quando o acesso a esse conhecimento é tão aberto, tão amplo?

    Não sou uma designer e, francamente, creio que nunca o serei, ainda que o assunto me interesse terrivelmente e eu tenha esperanças de ainda ser uma fotógrafa decente. Mas esse interesse me fez ler sobre usabilidade, e este é um conhecimento no qual eu espero me aprofundar. Começo a aplicar estes conhecimentos pouco a pouco:  começo a dividir meus longos posts em “blogs”, a destacar títulos, para facilitar a leitura e captar a atenção do leitor.

    Por que você devería treinar sua consciência? Sua amplitude de conhecimentos? Porque isso trará resultados. Isso o fará diferente, o fará mais amplo. Você pode ser um fotógrafo com um senso estético diferenciado por ter estudado a teoria das cores dos designers, pode ser um desenvolvedor melhor ao estudar a psicologia do usuário.

    E como eu posso treinar minha consciência?

    leque
    Image by m vitor via Flickr

    Quando eu era menor, mamãe vivia me dizendo que eu deveria “abrir meu leque”, que eu não deveria me fechar apenas em poucas coisas, não deveria ficar apenas escondida atrás dos meus livros quando há tanto a se fazer.

    Eu demorei mas eu entendi, mãe. Ainda que, na maior parte do tempo, eu abra meu leque apenas para treinar mais aquelas coisas de nerd que você tanto me via fazer.

    Abra o seu leque! Se você é da área de exatas, aproveite as férias para ler qualquer coisa que não seja uma leitura técnica!

    Se você gosta de música, estude seu gênero favorito, mesmo que você seja incapaz de tocar um instrumento ou mesmo cantar debaixo do chuveiro.

    Leia, leia muito. Leia de tudo. Se você sempre leu suspense, tente um romance. Se lê apenas livros de administração, leia um livro de psicologia. Se você lê apenas livros, compre revistas. Se você lê apenas revista, compre livros.

    Preste atenção no mundo ao seu redor – isso é, certamente, o que mais lhe ajudará. Pergunte, questione. Evite a rotina: tome caminhos novos para ir ao trabalho, inverta a posição das suas barras de tarefa no seu computador, troque as coisas de lugar. Faça ao contrário. Ao evitar a rotina, você pode começar a se questionar, a ver que alguma coisa poderia ser diferente. Ao tomar um caminho diferente, você pode se deparar com um lugar mais bonito, uma rota mais longa pode ser mais rápida ao desviar do centro no horário de pico.

    Torne isso uma meta: a cada dia, tente aprender algo novo, fazer algo diferente. Saia com sua máquina digital e tire fotos. Não importa que fiquem ruins – mas você prestará atenção no mundo ao seu redor. Nas pessoas, no que elas fazem.

    Novamente, das citações de mamãe: “se você quer algo diferente, faça coisas diferentes”.

    E aí, o que você fez de diferente hoje?

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    Publicado por: miwi | dezembro 14, 2008

    [Meme] Aleatoriedades

    Eu realmente estava querendo escrever sobre mim (momento ego?), então o meme para o qual o M.K. me indicou só foi uma boa desculpa para fazer isso.

    Deixe-me lembrar as regras:

    1 – Linkar a pessoa que te indicou.

    2 – Escrever as regras do meme em seu blog.

    3 – Contar 6 coisas aleatórias sobre você.

    4 – Indique mais 6 pessoas e coloque os links no final do post.

    5 – Deixe a pessoa saber que você o indicou, deixando um comentário para ela.

    6 – Deixe os indicados saberem quando você publicar seu post.

    Bom, já fiz os passos 1 e 2! Só faltam 66% das regras! =D

    Então, vamos ao mais divertido, que é contar seis coisas aleatórias sobre mim.

    1. O barulho de pessoas mastigando algo crocante me IRRITA. PROFUNDAMENTE. Aquele crec-crec me dá vontade de subir pelas paredes. Se der, eu como algo crocante também para me disfarçar, mas às vezes não dá.
    2. Meu sonho era ter tido uma irmã gêmea. Infelizmente, é exatamente o tipo de sonho que eu sei que sempre será um “como eu gostaria que isso tivesse sido assim…”
    3. Falando em desejos impossíveis, uma vez eu escrevi uma carta para o papai-noel. Eu queria… renas. Ou melhor, uma rena. Mas tinha que ser uma rena como a dele, que voasse! Lembrando disso, não tenho bem certeza se eu era ingênua, boba, ou os dois.
    4. Meu sonho de uma velhice feliz é viver com meu marido numa casa isolada nas montanhas. Mas com acesso à internet e com disk-pizza, claro.
    5. Eu tenho mais interesses do que eu consigo contar. Sabiam que eu gosto de fotografia, vou aprender a tocar piano, curto design e, bom curso engenharia e programo? Sem falar que eu amo jogos, música clássica, amo escrever e ler bons livros?
    6. Eu sou agnóstica.

    Eu poderia escrever mais, mas deixemos isso para outra hora. Agora, para os indicados… xD

    1) Carol! 8D Sim, você mesma! 8D

    2) Vini, do Ponto V!

    3) Titio Glacial

    4) Kishimoto, do Tupinihon

    5) Rodrigo Flausino

    6) Ryunoken, do Warpzona

    Outra hora eu aviso esse pessoal… estou com tanto sono e preguiça agora…

    Publicado por: miwi | dezembro 11, 2008

    Eu quero de Natal: O Pequeno Príncipe – Quadrinhos

    o_pequeno_principe_quadrinhos

    O Pequeno Príncipe é o PERFEITO exemplo de livro que pode ser lido quando se é criança, quando se é adolescente, quando se é adulto, ou mesmo na velhice. E todas as vezes será uma experiência única, e maravilhosa.

    Sim, sou fã confessa desse maravilhoso livro, o que quer dizer que a adaptação acima me chamou a atenção: O Pequeno Príncipe em Quadrinhos? Fantástico! Eu TENHO de conferir isso, sério.

    Pelo pouco que eu consegui descobrir, a adaptação segue fielmente o livro, apenas jogando nova luz sobre a história com o uso de ilustrações – e, no caso d’O Pequeno Príncipe, ilustrações são sempre bem-vindas, ou você não se lembra de como as ilustrações do próprio autor davam um toque especial ao livro original?

    Abaixo, alguns exemplos da arte:

    O Pequeno Príncipe - QuadrinhosO Pequeno Príncipe - Quadrinhos

    O ilustrador, Joann Sfar, é um conhecido ilustrador de obras que eu nuncaouvi falar na minha vida.

    De qualquer maneira, estou aceitando como presente de natal! Sério!

    Publicado por: miwi | dezembro 7, 2008

    TDC2008 [Florianópolis]: Eu fui!, parte 2

    Continuando meus relatos sobre o TDC que ocorreu no sábado retrasado (com algum atraso, é verdade… mas eu tenho de admitir que devo ter feito umas 4 provas na última semana…), vamos dar uma olhada nas outras duas paletras que eu vi:

    Palestra 5 – Java na ponta dos dedos: A caneta que roda Java

    Palestrante: Dr. Spock [ blog ]

    Sinceramente, uma das palestras que me fez babar no evento. Se você não souber o que me dar de natal e for podre de rico, eu aceito isso como presente:

    Sério. Trata-se de uma pequena caneta que possui uma máquina virtual Java (e que por isso foi destaque no último JavaOne) e que, portanto, pode receber pequenos programas escritos em Java Me utilizando a API fornecida pelos desenvolvedores. É uma caneta esferográfica com um pequeno sensor de infravermelho na ponta e um gravador.

    Funciona assim: ela vem junto com um caderno que a caneta reconhece, e cada ponto do caderno é diferente, assim, quando o infravermelho passa pelas páginas, a caneta sabe em que página está, e em que parte da página ela se encontra.

    Desta maneira, você pode começar uma gravação e ir escrevendo no seu caderno. A caneta grava e associa com o que você está escrevendo e mais tarde, ao “clicar” com a caneta sobre partes das suas anotações, você pode ouvir o que estava sendo dito quando você escreveu aquilo. E isso é apenas a função com a qual ela vem – lembre-se que ela possui uma máquina virtual Java, o que permita que você escreva seus próprios programas para ela.

    Dois programas “demo” inclusos são o “teclado virtual”: de acordo com as instruções da caneta, você desenha um teclado no caderno e, ao passar com a caneta sobre ele, a caneta emite um som, como se você estivesse tocando um teclado. O outro demo é um pequeno tradutor: você escreve a palavra em inglês e pede para que ela seja traduzida e a caneta “fala” a tradução.

    Virou um sonho de consumo, mas infelizmente ela custa 150~200 dólares, e isso nos EUA…

    Paletra 6: O mundo Java ME

    Palestrante: Bruno Ghisi / GUJava [ blog ]

    Essa é uma palestra que eu queria ver, especialmente por me sentir mais “em casa”, já que o Bruno também estuda na UFSC. 🙂 Eu já o “conhecia” de tê-lo visto escrever artigos para a Mundo Java junto com o Lucas Torri. Confesso que senti uma certa “invejinha” dos dois, já que eles sabem muito mais de Java e já fizeram coisas relevantes para a comunidade, mas tudo bem, é uma invejinha saudável 😉 Mas estou divagando…

    O foco da palestra do Bruno não foi apenas falar sobre Java Me, mas sim contrapor uma afirmativa feita há algum tempo, de que o Java Me estaria fadado a desaparecer porque, com o avanço dos celulares, eles estariam passando a rodar Java Se ao invés de Java Me.

    Não apenas o número de celulares mais simples que rodam Java Me é absurdamente maior do que o número de celulares smartphones – algo como mais de 2 bilhões de celulares pelo mundo, mas não são apenas os celulares que utilizam Java Me.

    Da mesma maneira que os celulares estão evoluindo, outros dispositivos também estão, e aparelhos que outrora só rodavam programas em Assembly ou, no máximo, em C, agora começam a utilizar máquinas virtuais Java.

    Ou seja, Java Me não está desaparecendo. Muito pelo contrário: agora ela se encontra no topo, já que nunca se usou tanto Java Me como agora.

    Um exemplo óbvio é a caneta logo ali em cima, da outra palestra, que roda Java Me.

    Moral da história: sim, ainda vale à pena aprender e desenvolver para Java Me. Diga-se de passagem, vale muito à pena!

    Ué, e não eram 8 palestras, Cindy?

    Eram, mas eu acabei de chegar de viagem e estou cansada. Ou seja, daqui a alguns dias eu coloco um resuminho sobre as outras duas palestras.

    Para quem quiser, já disponibilizaram no site do evento os downloads das apresentações (em pdf/pps).

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